- No dia 30 de abril, o exército israelita interceptou navios da Flotilha Global Summud em águas internacionais; Abu Keshek e Thiago Ávila foram detidos.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirmou, após a investigação, que Saif Abu Keshek e Thiago Ávila foram deportados de Israel.
- Israel reiterou que não permite violação do bloqueio naval de Gaza, apesar de a interceção ter ocorrido em águas internacionais ser alvo de críticas de organismos internacionais como a ONU.
- Saif Abu Keshek afirmou ter sido libertado numa mensagem nas redes sociais da Flotilha Global Summud, agradeceu o apoio e apelou à continuação da mobilização contra a guerra em Gaza.
- Quanto a Thiago Ávila, persiste a controvérsia: a diplomacia israelita disse que foi libertado, mas a conta de Instagram do ativista indica que continua preso; anteriormente houve seis dias de detenção, com alegadas torturas.
Dois ativistas capturados pela Marinha israelita no início de maio foram anunciados como libertados pelas autoridades de Israel. Abu Keshek e Thiago Ávila foram interceptados a 30 de abril, em navios da Flotilha Global Summud, em águas internacionais, e mantidos detidos durante vários dias. Segundo o governo, já se encontravam deportados nove dias depois.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirmou, por meio de comunicado, que Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, passageiros da Flotilha Global Summud, foram deportados do país após a conclusão da investigação. O texto reiterou que Israel não permitirá violações do bloqueio naval de Gaza, mesmo após a intervenção ter sido efetuada em alto mar, em que organizações internacionais e países contestaram a legalidade do ato.
Saif Abu Keshek anunciou a libertação nas redes sociais da Flotilha Global Summud, agradecendo a mobilização pública ao longo de seis dias de cativeiro e pedindo a continuidade da mobilização contra a guerra em Gaza. Já em relação a Thiago Ávila, persiste a dúvida: a conta de Instagram do ativista indica que permanece detido, o que contrasta com o comunicado diplomático.
A detenção começou com uma duração prevista de 48 horas, mas evoluiu para vários dias de custódia antes do anunciado desfecho. As informações sobre o estado de Ávila variam entre as fontes oficiais e as comunicações da própria flotilha, mantendo-se a cautela sobre a veracidade de relatos de libertação.
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