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Flotilha afirma transferência de ativistas Ávila e Abukeshek para Israel

Flotilha diz que Ávila e Abukeshek já seguem para Israel a bordo do Nahshon; denúncias de tortura são apresentadas como grave escalada

O navio Nahshon, com Ávila e Abukeshek a bordo, "deixou as águas territoriais da Grécia"
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  • A Flotilha Global Sumud afirma que Thiago Ávila e Saif Abukeshek já estão a ser transferidos da Grécia para Israel, a bordo do navio Nahshon, com 174 ativistas de 22 embarcações.
  • O Nahshon deixou as águas territoriais da Grécia e dirige-se para a Palestina ocupada, segundo a organização.
  • A Flotilha alega que Abukeshek foi torturado a bordo, descrevendo o episódio como uma grave escalada e crime de guerra.
  • Após a detenção, os restantes ativistas desembarcaram em Creta; alguns foram para centros médicos e outros foram repatriados.
  • Espanha e Brasil exigem o regresso imediato dos cidadãos, qualificando o sequestro em águas internacionais como violação do direito internacional, enquanto Israel aponta ligações dos ativistas com o Hamas.

A Flotilha Global Sumud anunciou, neste sábado, que o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol de origem palestiniana Saif Abukeshek já estão a ser transportados da Grécia para Israel, com chegada prevista hoje. O navio Nahshon está envolvido no percurso, levando 174 ativistas de 22 embarcações intercetadas na quinta-feira.

Ávila e Abukeshek foram transferidos para o Nahshon, ao contrário dos demais companheiros que ficaram retidos no navio. A flotilha afirma que o Nahshon deixou as águas territoriais gregas e segue para a Palestina ocupada, segundo o objetivo da operação.

A organização também reforça denúncias de tortura, alegando que Abukeshek foi agredido pela forças israelitas a bordo. Testemunhas teriam relatado gritos durante o suposto martírio, descrevendo uma separação do grupo para a facilitação de atos violentos, segundo o comunicado.

Situação atual

Após a detenção no mar, os ativistas desembarcaram na ilha de Creta, com exceção de Ávila e Abukeshek, que seguiram para o Nahshon. Em Creta, alguns receberam assistência médica e outros seguiram para o aeroporto de Heraklion, rumo aos respetivos países.

O grupo afirmou que o número de ativistas que necessitou de cuidados médicos subiu para 35, em virtude da violência observada pela defesa dos detidos. Governos de Espanha e Brasil exigem o regresso imediato dos cidadãos, caracterizando o sequestro como uma violação do direito internacional.

Reação oficial

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel contraria as acusações, dizendo que os indivíduos ajudam o Hamas financeiramente ou apoiam o movimento islamista. Cerca de 28 embarcações da flotilha permanecem ancoradas na baía de Ierapetra, em Creta, devido ao mau tempo.

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