- Em janeiro de 2025, o Foreign Office concedeu a credencial a Peter Mandelson para embaixador nos Estados Unidos, ignorando uma recomendação contrária do serviço de verificação de nomeados, devido às ligações de Mandelson a Epstein.
- Keir Starmer afirmou que o governo avançou contra a recomendação técnica, mas que nenhum primeiro-ministro ou membro do Governo tinha conhecimento destes factos até ao início desta semana.
- Starmer tinha dito, em fevereiro, que um controlo independente tinha validado a autorização; Mandelson foi exonerado em setembro de 2025 por alegadamente ter mentido sobre a proximidade a Epstein.
- A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, pediu a demissão de Starmer, afirmando que ele traiu a segurança nacional; Ed Davey, líder dos Liberais Democratas, juntou-se ao pedido.
- Documentos oficiais de março indicavam que o chefe do Governo já tinha sido avisado do risco reputacional; a polícia realizou buscas em duas residências de Mandelson em fevereiro; o Governo trabalha para esclarecer a emissão da credencial e pretende publicar toda a documentação.
Oposição exige demissão de Keir Starmer após nomeação de Peter Mandelson. A notícia indica que, segundo a agência AFP, citando o The Guardian, o Foreign Office concedeu a autorização em janeiro de 2025, ignorando uma recomendação técnica contrária por ligações de Mandelson a Epstein.
Um porta-voz de Starmer afirmou que o governo avançou contra a recomendação técnica, mas explicou que nem o primeiro-ministro nem outros membros do Governo tinham conhecimento destes factos até ao início desta semana. A revelação surge meses depois de Starmer ter afirmado, em fevereiro, que uma verificação independente autorizava Mandelson a cargo nos EUA, cargo que acabaria por ser alvo de exoneração em setembro de 2025.
Contexto e reações
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, afirmou nas redes sociais que Starmer traiu a segurança nacional e pediu a sua demissão. Ed Davey, líder dos Liberais Democratas, concordou em exigir a saída do primeiro-ministro caso haja mentiras ao povo britânico e indução do Parlamento em erro.
Documentos oficiais divulgados em março já indicavam que o Governo tinha sido avisado do risco reputacional da nomeação. O caso agravou-se em janeiro, quando documentos do Departamento de Justiça dos EUA sugeriram que Mandelson poderia ter transmitido informações de mercado a Epstein entre 2008 e 2010, levando a polícia britânica a realizar buscas em duas residências do ex-ministro em fevereiro.
Próximos passos e esclarecimentos
O Foreign Office afirmou que trabalha com urgência para esclarecer a emissão da credencial, e o Governo reiterou a intenção de publicitar toda a documentação associada ao processo.
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