- Missões da Organização das Nações Unidas e da União Africana concluíram que crimes graves e violações do direito internacional humanitário aconteceram no Sudão desde 2023.
- As Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Apoio Rápido, bem como os seus aliados, são apontadas como responsáveis.
- As violações incluem assassinatos, detenções arbitrárias e tortura, entre outras.
- Foram observados ataques indiscriminados em áreas povoadas, incluindo ataques aéreos, bombardeamentos e uso de drones.
- A conclusão foi divulgada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
As partes em conflito no Sudão desde 2023 cometeram crimes graves e violaram o direito internacional humanitário, segundo avaliações de duas missões internacionais. O relatório conjunto aponta violações de intensidade variada cometidas pelas Forças Armadas Sudanesas e pelas Forças de Apoio Rápido, bem como por aliados.
O estudo decorre de investigações da Missão Internacional Independente de Inquérito da ONU para o Sudão e da Missão de Inquérito da ACHPR da União Africana sobre a Situação dos Direitos Humanos no Sudão. As conclusões indicam responsabilidade de diferentes intervenientes no conflito.
Entre as violações identificadas constam assassinatos, detenções arbitrárias e tortura, bem como ataques indiscriminados contra áreas povoadas. Foram descritos ainda ataques aéreos, bombardeamentos e uso de drones em populações civis.
As autoridades envolvidas na investigação não detalharam, no comunicado, medidas de responsabilização, apenas apontaram a necessidade de esclarecer os factos e assegurar proteção aos civis. As organizações enfatizam a gravidade das violações.
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