- Os Estados Unidos bombardearam o Irão em retaliação ao ataque de drones a um navio comercial no estreito de Ormuz, na quinta-feira, conforme informou o Comando Central dos EUA (Centcom).
- Os alvos anunciados pelo Centcom foram locais de armazenamento de mísseis e drones e localizações de radar costeiro.
- O Exército dos EUA alega que a agressão é uma violação do cessar-fogo acordado.
- O acordo entre Teerão e Washington para reabrir o estreito de Ormuz continua, com negociações de paz em andamento; o presidente Donald Trump qualificou o ataque como violação estúpida do acordo.
- A Organização Marítima Internacional (OMI) suspendeu temporariamente o plano de retirada de cerca de 11 mil tripulantes no Golfo Pérsico; até agora já tinham saído 115 navios com cerca de 2.500 tripulantes, segundo a OMI.
O Comando Central dos EUA informou que bombardearam alvos no Irão em retaliação ao ataque contra um navio comercial no estreito de Ormuz, na quinta-feira. A operação ocorreu na sequência do ataque alegadamente iraniano, que atingiu um cargueiro em plena passagem pelo estreito.
Segundo a nota do Centcom, os alvos incluiram depósitos de mísseis e drones e locais de radar costeiro. O Exército dos EUA descreveu a ação como uma resposta proporcional a uma agressão ao tráfego marítimo internacional. O objetivo declarado é dissuadir novas escaramuças no Estreito de Ormuz.
A sala de crise militar afirmou que o ataque representa uma violação do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão, ainda que exista um memorando para reabrir a rota marítima. O presidente Donald Trump classificou a ação como violação estúpida do acordo, em mensagens na rede social Truth Social.
Desdobramentos diplomáticos e marítimos
A UKMTO, agência britânica de segurança marítima, informou que o cargueiro sofreu danos num projétil de origem não identificada. Paralelamente, a Organização Marítima Internacional IOMI adiou o plano para retirar cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo, devido aos incidentes.
O memorando entre EUA e Irão prevê negociações para assegurar a paz definitiva e a futura gestão do estreito de Ormuz, além do programa nuclear iraniano e do levantamento de sanções. As negociações permanecem tensas, com avanços dependentes de redução de hostilidades na região.
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