- Israel continuou a realizar ataqueaéreo no sul do Líbano, causando pelo menos cinco mortes desde o anúncio de um acordo entre os EUA e o Irão.
- Os ataques atingiram Nabatieh al-Fawqa, a periferia oriental de Kfar Tebnit e Ansariyeh, com reflexos que feriram várias pessoas.
- O Hezbollah, aliado do Irão, escalou a crise no início de março, com respostas militares a Israel; Netanyahu afirmou que as forças israelitas permanecem no Líbano “o tempo que for necessário”.
- O acordo entre EUA e Irão ainda não é público; Washington afirma que não prevê retirada israelita, enquanto o Paquistão indica que o acordo prevê o fim das operações militares, inclusive no Líbano.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou Netanyahu, dizendo que este precisa ser mais responsável no Líbano, apesar de manter boa relação com o líder israelita.
Dois ou três ataques aéreos israelitas atingiram regiões do sul do Líbano, causando ferimentos e várias mortes, apuraram as televisões e agências locais. As ações ocorreram antes da divulgação de um suposto acordo entre os EUA e o Irão para encerrar a guerra na região. As informações são reportadas pela imprensa estatal libanesa.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) indicou que aviões israelitas bombardearam Nabatieh al-Fawqa e a periferia oriental de Kfar Tebnit. Também houve um ataque com drones contra Ansariyeh, na zona de Zahrani. Fontes oficiais não detalharam o número exato de feridos.
Apesar da redução da violência após o anúncio do possível acordo, as informações apontam para pelo menos cinco mortos desde a divulgação, segundo a NNA. O Hezbollah, aliado do Irão, iniciou a escalada de ataques no início de março com ataques de mísseis contra Israel.
Desenvolvimento do Acordo EUA-Irão
Até agora, Hezbollah não confirmou publicamente novos ataques contra alvos israelitas desde terça-feira. O líder do grupo, Naim Qassem, deverá falar num discurso televisado na quarta-feira. O conteúdo do acordo ainda não foi tornado público de forma oficial.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o fim do conflito estaria incompleto sem a retirada das forças israelitas dos territórios ocupados. O chefe do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que as forças israelitas permanecerão no Líbano pelo tempo que for necessário.
Entre os EUA e o Irão, persistem divergências sobre a presença militar israelita no Líbano. Um responsável norte-americano, falando sob anonimato, disse que o acordo não prevê a retirada de Israel. O Paquistão, mediador, indicou que o entendimento prevê o fim das operações militares, incluindo no Líbano.
Entre na conversa da comunidade