- Explosão na aldeia de Kaung Tat, no meio‑dia de domingo, deixou pelo menos 55 mortos e dezenas de feridos, com as buscas a decorrer entre os escombros.
- O Exército de Libertação Nacional Ta’ang (TNLA) afirmou ter armazenado explosivos para operações mineiras; não indicou um número oficial de vítimas.
- A região fica perto da fronteira com a China, num contexto de cessar‑fogo entre o TNLA e as Forças Armadas da Birmânia.
- Testemunhas descreveram a devastação, com uma enorme crater e casas destruídas; várias pessoas foram soterradas.
- O TNLA prometeu investigar o incidente, responsabilizar os culpados e prestar ajuda humanitária e cuidados de saúde aos afetados.
Pelo menos 55 mortos e dezenas feridos é o balanço inicial de uma explosão num depósito de explosivos na aldeia de Kaung Tat, na Birmânia. O incidente ocorreu no domingo, quando explosivos armazenados por um exército rebelde detonaram. O objetivo dos explosivos, segundo o TNLA, era para operações mineiras.
Testemunhas relataram devastação generalizada. Uma nuvem de fumo em forma de cogumelo subiu ao céu, e casas ficaram reduzidas a escombros. A TNLA controlava a aldeia próxima à fronteira com a China e disse que iria investigar o ocorrido.
A TNLA não divulgou números oficiais de vítimas na manhã de segunda-feira. Moradores disseram que o número de mortos subiu para pelo menos 55, com buscas em curso entre os escombros. O grupo afirmou que oferecerá ajuda humanitária e cuidados de saúde às afetadas.
Contexto e desdobramentos
A explosão intensificou o debate sobre a presença de explosivos e recursos minerais na região, uma das fontes de renda de vários grupos dentro da guerra civil que desde 2021 envolve o governo militar e facções rebeldes.
Segundo relatos, a explosão foi tão poderosa que parte da aldeia ficou soterrada. Equipes de resgate utilizam retroescavadoras para localizarem sobreviventes entre os destroços. A área fica próxima da fronteira chinesa, onde o TNLA mantém um cessar-fogo.
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