- Dois portugueses que participaram na última frota humanitária da Global Sumud Flotilla chegaram hoje de manhã ao Porto (Aeroporto Francisco Sá Carneiro) e denunciaram agressões das forças israelitas durante a interceção da flotilha.
- Relataram que houve pelo menos duas pessoas baleadas (uma na perna e outra no baço) e cerca de 35 indivíduos com membros partidos, além de violência física e psicológica durante a detenção e custódia.
- Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias defenderam que a violência foi sistemática e apelaram ao corte de relações diplomáticas e comerciais com Israel, acusando os Estados de não condenarem as agressões.
- Dias descreveu as ações como “violência muito gratuita” e afirmou que houve humilhação e tortura durante os dias de detenção a bordo dos barcos.
- Nas redes sociais, o activista brasileiro Thiago Ávila alegou vários casos de violência sexual contra activistas detidos em Israel no âmbito da mesma operação.
Dois portugueses da Global Sumud Flotilla chegaram ao Porto na manhã desta sexta-feira, para relatar agressões por parte das forças israelitas durante a interceptação da flotilha destinada a romper o cerco à Faixa de Gaza. Relatos apontam pelo menos duas pessoas baleadas e 35 com membros partidos.
Questionados por jornalistas no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os ativistas descrevem violência considerada sistemática durante o período em que estiveram sob custódia das forças de segurança israelitas.
Gonçalo Dias, médico da equipa, afirmou que houve agressões físicas e psicológicas, com ferimentos em dois membros do grupo. Referiu ainda violência durante a detenção em alto mar, em dois barcos, com relatos de ferimentos e maus-tratos.
Beatriz Bartilotti, também tripulante do Tenaz, pediu que se cortem relações diplomáticas e comerciais com Israel, criticando a posição de alguns Estados que, segundo ela, continuam a cooperar com o país.
Na fase de retorno, a situação descrita envolve ainda relatos de violência agressiva entre os detidos, com descrições de contusões significativas e tratamento violento durante a custódia, segundo os relatos dos dois portugueses.
Entretanto, nas redes sociais, Thiago Ávila, ativista brasileiro que integrou a mesma iniciativa, denunciou casos de violência sexual contra ativistas detidos.
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