- Bombardeamentos israelitas atingiram o leste e o sul do Líbano neste domingo, incluindo Sohmor, Nabatiyeh e Tiro, segundo a Agência Nacional de Informação (ANI).
- EUA anunciaram a prorrogação da trégua em vigor desde 17 de abril, apesar das negociações em Washington entre Israel e o Líbano.
- O Hezbollah condena as negociações diretas e reivindica ataques contra forças israelitas no sul do Líbano e em território de Israel, em retaliação a supostas violações da trégua.
- O movimento afirmou ter atingido um alvo militar no norte de Israel, após anunciar várias operações no sul do Líbano, onde ocupa uma zona.
- Desde o início da crise, quase três mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas; os bombardeamentos no Líbano já resultaram em mais de 400 mortos, segundo a AFP.
Israel bombardeou o Líbano, mesmo com a prorrogação da trégua anunciada na sexta-feira, após negociações em Washington. Bombas atingiram o leste e o sul do país, segundo a imprensa libanesa e a Agência Nacional de Informação (ANI, oficial).
No oeste do Líbano, a localidade de Sohmor, no Vale da Beqaa, foi visada por dois ataques israelitas, de acordo com a ANI. No sul, novas ações atingiram regiões de Nabatiyeh e Tiro, também conforme a mesma agência.
Os Estados Unidos anunciaram a prorrogação da trégua, em vigor desde 17 de abril, durante o segundo dia de negociações entre Israel e o Líbano em Washington. A extensão era válida até à data prevista, sem terminar hoje.
Hezbollah e negociações de paz
O Hezbollah, aliado do Irão, afirmou continuar a reivindicar ataques associados a respostas por supostas violações da trégua por parte de Israel, tanto no sul do Líbano como em território israelita. A recusa de negociações diretas prolonga o impasse entre as partes.
O movimento também negou avanços com a ideia de um desarmamento do Hezbollah, que continua a ser um ponto central nas negociações entre Beirute e Telavive. As autoridades libanesas descrevem o desfecho como crucial, com receio de novas escaladas.
Contexto regional e balanços
Desde o início do confronto regional, em março, quase 3 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, segundo fontes oficiais. O balanço de bombardeamentos israelitas no Líbano supera os 400 mortos, de acordo com contagens da AFP com base em dados oficiais.
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