- Forças israelitas dizem ter abatido a tiro um jovem palestiniano na Cisjordânia, perto de Luban al-Sharqiya, alegando ter atuado contra três “terroristas” que atiravam pedras a veículos israelitas.
- Segundo o Exército de Israel, outro terrorista foi baleado, mas pôs-se em fuga.
- A Autoridade Palestiniana para Assuntos Civis afirma que o jovem tinha 15 anos e foi baleado pelas forças de ocupação.
- O episódio ocorre dois dias após a morte de outro adolescente palestiniano durante um ataque de colonos à cidade de Jaljulia, na Cisjordânia.
- A UNICEF calcula que, desde janeiro de 2025, pelo menos 70 crianças palestinianas morreram e mais de 850 ficaram feridas na Cisjordânia devido a operações militares e ataques de colonos.
Um jovem palestiniano morreu na Cisjordânia, fuzilado por militares israelitas após alegadamente terem visto três indivíduos lançar pedras contra veículos na região de Luban al-Sharqiya. O Exército de Israel afirmou ter agido contra supostos terroristas que atiravam na estrada, e indicou que um segundo suspeito foi baleado, mas fugiu.
Segundo a Autoridade Palestiniana para Assuntos Civis, o jovem tinha 15 anos e foi baleado pelas forças de ocupação israelitas. A equipa médica e as autoridades locais não detalham ainda as circunstâncias exatas do disparo, mantendo o silêncio sobre o estado do segundo suspeito.
O incidente ocorre dois dias depois da morte de outro adolescente palestiniano, também baleado por forças israelitas durante um ataque de colonos na cidade de Jaljulia, a norte de Ramallah. Este episódio aumenta a tensão na região e intensifica as críticas internacionais.
Contexto humanitário
O UNICEF revelou que, desde janeiro de 2025, pelo menos 70 crianças palestinianas morreram e 850 ficaram feridas na Cisjordânia devido a operações militares de Israel, com uma média de uma criança morta por semana. O organismo reforçou que as crianças sofrem com o agravamento das operações militarizadas e dos ataques de colonos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.
Outros dados indicam que ataques de colonos e operações militares têm afetado áreas urbanas e zonas rurais, contribuindo para um ambiente de maior insegurança e restrições para a população civil local. Autoridades locais e organizações internacionais apelam a contenção e a proteção de crianças e civis.
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