- Forças russas lançaram mais de 200 drones contra a Ucrânia durante a madrugada, provocando pelo menos quatro mortes e 27 feridos.
- Um ataque com drones ucranianos atingiu vários alvos na cidade de Orenburg, a mais de 1.200 quilômetros da fronteira, segundo autoridades locais.
- O cessar-fogo que vigorou no fim de semana expirou; Zelensky disse que a Rússia escolheu terminar com o silêncio e prometeu responder aos ataques.
- A Ucrânia defende um cessar-fogo duradouro para abrir caminho a negociações; a Rússia afirma que só reduzirá as hostilidades após um acordo abrangente.
- O presidente Vladimir Putin disse acreditar que o conflito está próximo do fim e mostrou disponibilidade para negociações diretas, enquanto o cepticismo persiste na Ucrânia e em capitais europeias.
O fogo cruzado entre Rússia e Ucrânia voltou a intensificar-se poucas horas após o fim das tréguas mediadas pelos EUA. Forças russas lançaram mais de 200 drones contra território ucraniano durante a madrugada, provocando ao menos quatro mortes e 27 feridos, segundo autoridades ucranianas. Um ataque com drones ucranianos atingiu vários alvos na cidade de Orenburg, a mais de 1200 quilómetros da fronteira.
O cessar-fogo vivido no fim de semana — coincidindo com as celebrações do Dia da Vitória — foi considerado por Kiev como insuficiente para avanços reais na paz. Kiev pediu uma trégua duradoura, enquanto Moscovo insistiu num acordo abrangente antes de baixar armas. A guerra mantém-se em grande parte ativa no terreno, com bombardos em profundidade interrompidos apenas temporariamente.
Zelensky acusou a Rússia de colocar fim ao silêncio relativo dos últimos dias e prometeu responder aos novos ataques. O presidente ucraniano destacou a necessidade de sanções contínuas enquanto as negociações permanecem estagnadas. No mesmo sentido, o Kremlin reforçou, por via do porta-voz Dmitri Peskov, que há ainda trabalho de preparação por realizar no processo de paz.
Situação diplomática e perspectivas
Putin continua a sinalizar disponibilidade para negociações diretas com a Ucrânia, segundo declarações de alto nível divulgadas no fim de semana. Em Kiev e em outras capitais europeias, no entanto, a percepção é de ceticismo quanto à vontade russa de terminar a guerra rapidamente. As negociações entre Moscovo e Kiev estão em pausa desde o início do ano.
A posição ucraniana permanece clara: um cessar-fogo duradouro deve preceder qualquer conversa séria de paz. Moscovo, por sua vez, afirma que só avançará se houver acordo abrangente que inclua concessões mútuas. A comunidade internacional acompanha os desenvolvimentos com atenção, ponderando novas medidas diplomáticas.
Apesar da ofensiva de drones, o reforço da defesa ucraniana e as respostas aéreos continuam a moldar o panorama regional. O conflito mantém-se sem uma data definida para uma solução, com impactos humanitários e estratégicos que se estendem a várias regiões do país e a aliados na Europa.
Entre na conversa da comunidade