- O ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salamé, afirmou que as ações de Israel no sul do país constituem uma invasão, com aldeias destruídas e mais de 1 milhão de pessoas deslocadas.
- A conflagração começou após a Hezbollah, apoiada pelo Irão, disparar mísseis contra Israel no início de março, levando a mais de mil mortos e a deslocamentos internos de mais de um milhão, segundo a ONU.
- O Líbano acusa Israel de ameaçar a soberania do país e vai apresentar uma queixa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
- Salamé disse que a fase atual é mais perigosa, com planos de uma zona tampão a sul do rio Litani que podem representar uma apropriação territorial a longo prazo, e aldeias inteiras a serem destruídas.
- A ajuda humanitária enfrenta obstáculos, com ambulâncias e caravanas atacadas; o governo já criou mais de setecentos abrigos, e há combates entre o Hezbollah e o exército israelita, com baixas em ambos os lados.
Ghassan Salamé, ministro da Cultura do Líbano, descreveu as ações de Israel no sul do país como uma invasão, num recorte feito no programa matinal Europe Today, da Euronews. A afirmação surge num contexto de escalada que tem como marco a entrada numa guerra regional mais ampla, com Hezbollah e forças israelitas envolvidas.
O Líbano afirma que mais de um milhão de pessoas já foi deslocado internamente e que mais de 1.000 perderam a vida desde o início do conflito. Entre as vítimas estão profissionais de ajuda humanitária. O governo libanês promete levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU.
Salamé disse à Euronews que a situação evoluiu para uma fase de maior risco, destacando uma possível zona tampão ao sul do rio Litani que poderia resultar na ocupação territorial a longo prazo. A destruição de aldeias no sul agrava a devastação, impedindo o regresso de civis.
Segundo o ministro, as consequências humanitárias são graves, com mais de 1,1 milhão de deslocados, o que corresponde a cerca de 20% da população libanesa. Ambulâncias e caravanas de ajuda foram alvejadas, dificultando a assistência.
A fronteira entre o Líbano e o sul de Israel, habitada principalmente por muçulmanos xiitas, permanece tensa, com o Hezbollah a responder a ataques com disparos de mísseis no norte de Israel. As baixas civis também foram registadas em território israelita.
O governo libanês criou mais de 700 abrigos para acolher os deslocados, mas o acesso à ajuda continua complicado pela intensidade dos combates entre as duas forças. As operações de socorro enfrentam ainda riscos adicionais.
O Líbano indicou ainda que procurou abrir um canal diplomático: o presidente apresentou propostas de negociações com Israel há semanas, mas não obteve resposta até ao momento.
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