- Trump disse que as operações dos EUA contra o Irão estão “extremamente adiantadas”, apontando um prazo inicial de quatro a seis semanas e que já estão passados 26 dias.
- O enviado norte‑americano Steve Witkoff afirmou haver fortes indícios de que o Irão pode ser convencido a assinar um acordo de paz, confirmando ter sido transmitido a Teerão um plano de 15 pontos via Paquistão.
- Trump insistiu que não é ele quem pressiona para concluir o combate; afirmou que são os iranianos que estão a implorar por um acordo.
- As autoridades iranianas negaram negociações com os EUA, apesar dos relatos de Washington.
- Um ataque aéreo israelita matou o comandante da Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Alireza Tangsiri, embora Teerão não tenha confirmado a morte; Israel afirmou ter eliminado o responsável pela operação no Estreito de Ormuz, uma via estratégica que permanece fechada pelo Irão, elevando os preços do petróleo.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as operações militares contra o Irão estão “extremamente” adiantadas, com um prazo inicial de quatro a seis semanas para a guerra que começou há quase um mês. Em reunião do gabinete, Trump disse que, 26 dias após o início dos combates, já há progresso significativo. Ele reforçou que não pressiona para chegar a um acordo, sugerindo que os iranianos estariam a pedir um cessar-fogo.
O enviado dos EUA, Steve Witkoff, disse haver fortes sinais de que o Irão pode ser convencido a assinar um acordo de paz. Witkoff confirmou que Washington enviou um plano de 15 pontos a Teerão, por via do Paquistão, e acrescentou que ainda não está decidido o desfecho, embora a perspetiva de viragem seja considerada uma possibilidade.
Comandante da marinha do IRGC morto
Os militares dos EUA anunciaram que um ataque aéreo israelita resultou na morte do comandante da Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Alireza Tangsiri. O CENTCOM pediu aos iranianos que abandonem o serviço marítimo para evitar ferimentos ou morte. Teerão não confirmou a morte de Tangsiri.
Israel afirmou que a ação visou responsáveis pela operação de minagem e bloqueio do Estreito de Ormuz, tida como uma operação terrorista. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreveu o responsável pela operação como eliminado. Não houve confirmação oficial do Irão sobre a morte.
Estreito de Ormuz e impactos
O Estreito de Ormuz continua a ser uma rota estratégica, associada a uma parte relevante do abastecimento energético global. Até ao início do conflito, a região transportava cerca de um quinto do petróleo mundial. O Irão encerrou, de facto, o estreito, contribuindo para a subida dos preços do petróleo.
A região permanece instável, com validações de operações militares e declarações diplomáticas em curso. As conversas entre Washington e Teerão seguem sem confirmação de um acordo formal, apesar dos sinais de possível reorientação por parte de ambos os lados.
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