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Israel afirma que vai tomar controlo de 10% do território do Líbano

Israel anuncia controlo militar do sul do Líbano até ao rio Litani, forçando deslocações de quase 200 mil habitantes e desafiando a presença da ONU

Israel quer impor o controlo militar do sul do Líbano até ao rio Litani
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  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou a intenção de impor o controlo militar do sul do Líbano até ao rio Litani, o que representa cerca de 10% do território libanês, para garantir a segurança do Norte de Israel.
  • No sul do Líbano vivem perto de 200 mil pessoas em cerca de 150 municípios, maioritariamente xiitas; muitos já fugiram e não podem regressar enquanto não houver garantias de segurança.
  • Katz afirmou que as cinco pontes sobre o Litani foram destruídas e que as tropas israelitas vão controlar o resto das pontes para estabelecer uma linha de defesa.
  • O Hezbollah considera a medida uma ameaça existencial; em Beirute foi expulso o embaixador iraniano e proibidas atividades dos Guardas da Revolução no país, num contexto de tensões com o Irão.
  • A possível ausência de renovação da missão da ONU no Líbano pode facilitar a ocupação sem supervisão internacional; a cidade de Beirute já informou sobre deslocamentos maciços desde ataques israelitas.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que pretende impor o controlo militar do Sul do Líbano até ao rio Litani, cobrindo cerca de 10% do território libanês. A medida visa garantir a segurança dos residentes do Norte de Israel, ainda que possa provocar deslocamentos forçados.

Katz disse que as cinco pontes sobre o Litani já foram destruídas após ataques recentes, e que as tropas israelitas vão controlar o resto das infraestruturas que cruzam o rio. O objetivo é criar uma linha de defesa no território libanês, segundo as declarações citadas pela imprensa.

Deslocamento de populações e impactos locais

No território visado vivem cerca de 150 municípios e quase 200 mil pessoas, com maioria xiita. Muitos fugiram após ordens de evacuação e estão impedidos de regressar até que a segurança esteja garantida, sem prazos anunciados.

Segundo dados da Human Rights Watch, mais de um milhão de libaneses já fugiu das suas casas por ataques israelitas, representando quase um quinto da população do país. A região sul e Beirute têm sido as áreas mais afetadas.

Repercussões e reacções regionais

O ministro israelita reiterou que, onde houver terrorismo e mísseis, não haverá casas nem residentes, com as tropas a operarem para defender o norte de Israel. O Hezbollah vê a ocupação como uma ameaça existencial e tem demarcado posições de resistência.

Em Beirute, o governo libanês reforçou a soberania ao expulsar o embaixador iraniano e proibir a atividade dos Guardas da Revolução no país. O primeiro-ministro Nawaf Salam acusou o Irão de arrastar o Líbano para um conflito com Israel.

Quadro internacional e cessar-fogo

A ofensiva israelita continua a colocar em causa o cessar-fogo alcançado em 2024 e a discutir-se o futuro da missão de paz da ONU na região, com mais de 10 mil militares de várias nacionalidades. O Conselho de Segurança não renovou o mandato da missão, que termina no final de 2026, abrindo espaço a uma possível ocupação sem supervisão externa.

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