- O enviado especial dos EUA para a Sul e Ásia Central reuniu‑se com autoridades do Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turquemenistão, no primeiro encontro presencial do diálogo sobre minerais críticos do formato C5+1.
- O objetivo é avançar cooperação em minerais críticos e investimentos para diversificar cadeias de abastecimento e reduzir dependência da China.
- Durante a reunião com o presidente cazaque Kassym-Jomart Tokayev, o embaixador afirmou que o líder cazaque tem “um amigo na Casa Branca”.
- O Cazaquistão destacou planos de ampliar a cooperação com os EUA em prospeção, transformação tecnológica e formação de recursos humanos, com acordos anunciados no valor de 17 mil milhões de dólares no ano anterior.
- A prioridade é desenvolver a cadeia de valor local, incluindo unidades de produção conjuntas, transferência de tecnologia e projetos no setor de minérios críticos, com novas discussões previstas ainda este ano.
O enviado especial dos Estados Unidos para o Sul e a Ásia Central, Sergio Gor, reuniu-se em Astana com responsáveis do Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turquemenistão. O encontro presencial marca a primeira sessão do diálogo sobre minerais críticos no formato C5+1, criado para promover investimento e cooperação na região.
O objetivo é diversificar cadeias de abastecimento e reduzir a dependência da China. A reunião sucede a uma cimeira em Washington, no ano passado, em que líderes da Ásia Central e o Presidente norte-americano firmaram uma visão comum para mineração e investimentos associados. Gor destacou que a região merece maior atenção dos EUA.
Durante o encontro externo, Gor mencionou a presença de um amigo na Casa Branca, numa declaração ao Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev. A ideia é reforçar a cooperação em minerais críticos, com foco na prospeção, extração e cadeia de valor.
Contexto geopolítico e desafios logísticos
A riqueza mineral da Ásia Central tem atraído interesse ocidental, com o Cazaquistão a deter a maior base de jazidas da região, incluindo terras raras. O transporte continua a ser um desafio, dado que os países são sem saída para o mar, dependendo de corredores terrestres e marítimos para chegar aos mercados.
Investimento e cooperação
O Cazaquistão propõe ampliar a cooperação com os EUA através de projetos conjuntos, transformação, transferência de tecnologia e formação de recursos humanos. Bruxas com acordos anunciados em Washington, no ano passado, somam cerca de 17 mil milhões de dólares, incluindo cooperação em urânio, tungsténio e terras raras.
Participação e mercados
O país já assinou acordos com a Cove Capital para desenvolver tungsténio em Severniy Katpar e Verhniy Kairakty, mantendo o governo condições que permitem participações majoritárias de investidores estrangeiros. A Kaz Resources Inc. deverá deter 70% do projeto, com 30% para o Cazaquistão.
Investimento e indústria mineira
O investimento em prospeção geológica no Cazaquistão triplicou desde 2018, ultrapassando 1 mil milhões de dólares. Empresas como Rio Tinto, Barrick Gold, First Quantum, Ivanhoe Mines e Fortescue já atuam no país. O montante total de acordos e negócios entre as partes superou 20 mil milhões de dólares no último ano.
Perspectivas e próximos passos
A cooperação em minerais críticos mantém-se no topo da agenda entre Washington e as nações da C5+1, com novas discussões previstas ainda neste ano. O objetivo é desenvolver a capacidade de transformação interna e facilitar transferência de tecnologia, segundo autoridades de Astana.
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