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Egito exporta gás cipriota para a Europa em acordo com a QatarEnergy

Egito passa a ser porta de entrada do gás cipriota para a Europa, ligando Chipre às plantas egípícias de liquefação e abrindo caminho para 2028

Foto de arquivo: Plataforma de perfuração offshore ao largo de Chipre.
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  • O Egito assinou com a QatarEnergy e a ExxonMobil um acordo para encaminhar gás cipriota, via gasoduto, para as unidades egípcias de liquefação e exportação para a Europa.
  • O memorando, assinado pelo ministro do Petróleo, Karim Badawi, coloca a QatarEnergy no centro do esforço de ligar os campos offshore de Chipre às infraestruturas de exportação egípcias.
  • Chipre não dispõe de instalações de liquefação, pelo que o gás é transportado por gasoduto submarino até ao Egipto, onde é processado e liquefeito antes de chegar aos mercados europeus.
  • Em abril, parceiros do campo Afrodite assinaram um acordo de quinze anos para vender todo o gás recuperável da jazida à Egyptian Natural Gas Holding Company, com opção de prolongamento por mais cinco anos.
  • O presidente-executivo da QatarEnergy considera o acordo um passo para aprofundar a cooperação energética na região; se for cumprida a meta de 2028, haverá as primeiras exportações de Chipre e uma nova rota para a Europa.

O Egito assinou um acordo com a QatarEnergy e a ExxonMobil para transportar gás cipriota offshore até às unidades egípcias de liquefação, com o objetivo de exportar para a Europa. O memorando envolve estudar como desenvolver o gás descoberto perto de Chipre através da infraestrutura egípcia existente. A assinatura contou com o Ministério do Petróleo e dos Recursos Minerais do Egito.

O acordo estabelece a QatarEnergy no centro de um esforço regional para ligar os campos offshore de Chipre às instalações de exportação do Egipto e aos compradores europeus. O objetivo é explorar modelos comerciais que utilizem a rede de gás egípcia para abastecer mercados internos e internacionais.

Chipre não possui capacidades próprias de liquefação, pelo que o gás extraído precisa de ser enviado por gasoduto submarino até ao Egito, onde é processado e liquefeito antes de chegar à Europa. O país tem vindo a avançar com autorizações que marcam uma passagem da exploração para o aproveitamento comercial.

O Itens-chave do acordo anunciados em abril incluem o compromisso de vender, por 15 anos, todo o gás natural recuperável do campo Afrodite à Egyptian Natural Gas Holding Company, com opção de extensão por mais cinco anos. Isso fortalece o papel do Egipto como via de escoamento do gás cipriota.

A parceria entre QatarEnergy e ExxonMobil já existe em Chipre, nomeadamente no Bloco 10, onde as descobertas Glaucus, em 2019, e Pegasus, em 2025, mostram reservas combinadas estimadas em cerca de 7 mil milhões de pés cúbicos. A viabilidade comercial foi confirmada para ambos os campos.

O presidente-executivo da QatarEnergy, Saad Sherida Al Kaabi, descreveu o acordo como um passo importante para ampliar a cooperação energética na região do Mediterrâneo Oriental. A rota para a Europa surge num contexto de diversificação de fornecedores após as perturbações decorrentes da invasão russa da Ucrânia.

A Europa pode beneficiar desta via adicional de abastecimento proveniente do Mediterrâneo Oriental, embora os analistas ressaltem que o gás cipriota por si só não resolverá o equilíbrio energético europeu. O plano encontra-se numa fase inicial, sem decisão final de investimento nem definição de detalhes operacionais.

Se o objetivo de 2028 for alcançado, estarão reunidas as condições para as primeiras exportações de gás de Chipre e para uma nova rota de abastecimento rumo à Europa. O processo depende de ligações infraestruturais, acordos comerciais e aprovação regulatória.

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