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Rússia celebra Dia da Vitória sem armamento; Putin diz que guerra é justa

Dia da Vitória em Moscovo sem armamento no desfile; Putin vê a guerra na Ucrânia como causa justa, enquanto a transmissão oficial vira propaganda

Rússia assinala Dia da Vitória
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  • A Praça Vermelha, em Moscovo, recebeu as celebrações do Dia da Vitória este sábado, com o desfile sem exibição de armamento pesado pela primeira vez em duas décadas.
  • Putin afirmou que a intervenção na Ucrânia é uma causa justa, descrevendo o conflito como uma guerra apoiada pela NATO contra uma força agressiva.
  • A cerimónia começou com a marcha do Regimento de Preobrazhensky, seguindo-se a inspeção às tropas pelo ministro da Defesa, Andrey Belousov, e pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Andrey Mordvichev.
  • A presença internacional foi reduzida, com representantes de Laos, Malásia e Bielorrússia; o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, confirmou presença apesar de ter dito que não iria.
  • A transmissão televisiva oficial foi interrompida para conteúdos propagandísticos sobre a invasão da Ucrânia, o que gerou acusações de instrumentalização do símbolo da vitória para justificar a guerra.

A Praça Vermelha, em Moscovo, recebeu neste sábado as celebrações do Dia da Vitória, que relembra a derrota da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial. Pela primeira vez em duas décadas, o desfile decorreu sem exibição de armamento pesado, numa altura marcada pela guerra na Ucrânia e por um cessar-fogo temporário de três dias mediado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

A cerimónia começou com a marcha do Regimento de Preobrazhensky, responsável por transportar a bandeira nacional russa e a histórica Bandeira da Vitória. Seguiu-se a inspeção às tropas pelo ministro da Defesa, Andrey Belousov, e pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Andrey Mordvichev.

No discurso oficial, Vladimir Putin traçou paralelos entre a luta soviética contra o nazismo e a ofensiva russa na Ucrânia, descrevendo o conflito como uma guerra apoiada pela NATO e uma força agressiva da aliada aliança. Putin afirmou que a intervenção na Ucrânia é uma causa justa.

A presença internacional foi reduzida este ano. Entre os visitantes estiveram representantes do Laos, da Malásia e da Bielorrússia. O Kremlin confirmou a presença do primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, ainda que este tenha dito não assistir ao desfile.

Transmissão e controvérsia

A emissão televisiva oficial foi interrompida para conteúdos de propaganda relacionados com a invasão da Ucrânia. Canais estatais mostraram imagens de combate e de militares da chamada operação militar especial, associando soldados atuais aos heróis da Segunda Guerra Mundial.

Observadores internacionais e canais independentes, entre os quais o Nexta, denunciaram a interrupção da transmissão. A decisão é vista como um sinal de uso simbólico do legado da vitória para justificar a guerra em curso.

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