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Trump ataca aliados da NATO; ex-chefe da aliança descreve ataques como dolorosos

Rasmussen diz que ataques de Trump a aliados da NATO são dolorosos e que a Europa deve acelerar a independência estratégica dos EUA, privilegiando armas europeias

Anders Fogh Rasmussen, antigo Secretário-Geral da NATO
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  • Anders Fogh Rasmussen afirma que a Europa deve tornar-se rapidamente independente da arquitetura de segurança dos EUA e, sempre que possível, optar por armas de fabrico europeu.
  • O antigo secretário-geral da NATO considera este o pior desafio para a aliança e pede reforçar a defesa europeia com um pilar próprio.
  • A guerra no Irão ameaça a capacidade europeia de reabastecer defesas, agravando a indisponibilidade de armas para a Ucrânia contra a Rússia.
  • O Pentágono é apontado como preparando desvio de armas europeias para o Irão, o que agrava a dependência da Europa.
  • Rasmussen diz que a Europa pode usar esta situação para renegociar a relação com os EUA, propondo dialogar com o presidente Donald Trump para garantir apoio à Ucrânia e estabilidade comercial.

Anders Fogh Rasmussen, antigo Secretário-Geral da NATO, pediu à Europa para agir rapidamente visando a autonomia em relação à arquitetura de segurança liderada pelos EUA. Em entrevista à Euronews, defendeu preferir armas europeias sempre que possível.

O ex-líder destacou que o desafio para a NATO é histórico e exige que a Europa consolide uma defesa própria. Sugeriu reforçar capacidades militares e criar um pilar de defesa europeu para reduzir dependências externas.

A conversa ocorreu numa altura em que a Europa enfrenta constrangimentos logísticos e de abastecimento, agravados pela pressão no abastecimento de armas para a Ucrânia e por ações do Pentágono segundo relatos.

Rasmussen mostrou-se aberto a negociações com Washington, mas insiste em reduzir a dependência de Estados Unidos e de outros parceiros. Chamou a Europa a ver o período atual como oportunidade para reformular relações.

Contexto estratégico

O político dinamarquês voltou a visar a necessidade de a Europa comprar armas onde estas são produzidas, enfatizando a rapidez necessária para reforçar a defesa sem depender de terceiros. A posição ecoa pressão de vários estados para maior autonomia de defesa.

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