- O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, foi demitido pelo Pentágono, com efeito imediato, numa reorganização em tempo de guerra.
- O Pentágono não detalhou os motivos; a Reuters foi a primeira a avançar com a notícia.
- O subsecretário da Marinha, Hung Cao, vai assumir o cargo de secretário interino.
- A demissão de Phelan sucede à destituição do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, por decisão de Pete Hegseth, em contexto de tensões relacionadas com a guerra contra o Irão.
- As demissões fazem parte de uma crise de liderança no Pentágono, num momento em que os EUA reforçam recursos navais no Médio Oriente para tentar pressionar Teerão a negociar.
O Secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, foi demitido pelo Pentágono, em plena reorganização em tempo de guerra. A notícia foi avançada por uma fonte com conhecimento do assunto. A gestão de Phelan termina com efeito imediato, sem detalhes divulgados.
O Pentágono confirmou a saída, referindo apenas que o Secretário estaria a deixar o cargo de forma imediata. A agência Reuters foi a primeira a reportar a demissão de Phelan, sem acrescentar motivos oficiais.
Sean Parnell, porta-voz principal do Pentágono, agradeceu a Phelan pelos serviços prestados à Defesa e à Marinha, desejando sucesso nos seus futuros empreendimentos. O subsecretário da Marinha, Hung Cao, deverá assumir como secretário interino.
Contexto de liderança e tensões
No início de abril, Randy George, chefe do Estado-Mior do Exército dos EUA, foi também destituído pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth. A decisão ocorreu num momento de tensões entre Hegseth e o secretário do Exército, Daniel Driscoll, segundo fontes próximas.
As demissões em abril elevam o conjunto de mudanças na hierarquia do Pentágono, que já contabilizava alterações relevantes no ano anterior, incluindo a saída de outros líderes militares de alto escalão.
Situação no terreno e objetivos estratégicos
A demissão ocorre num contexto de tensões com o Irão e de um cessar-fogo ainda instável. Os EUA têm reforçado recursos navais no Médio Oriente, com o objetivo de sustentar um bloqueio projetado contra o Irão, sob pressão para negociar o fim do conflito.
A situação na região mantém-se volátil, com autoridades norte-americanas a considerar ações adicionais para assegurar rotas marítimas e conter atividades iranianas, em alinhamento com objetivos de política externa.
Projeção para o imediato
O governo norte-americano continua a contar com o reforço da presença naval para cumprir as suas metas estratégicas na região. A liderança interina na Marinha deverá manter a coordenação com o Departamento de Defesa enquanto se definem próximos passos.
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