- O Irão reabriu o estreito de Ormuz a todo o comércio, com o petróleo a cair para abaixo de 90 dollars por barril, uma queda superior a 10%.
- As negociações entre os EUA e o Irão, mediadas pelo Paquistão, devem ser retomadas antes do final do cessar-fogo de quinze dias.
- Os EUA mantêm o bloqueio naval aos portos iranianos até a conclusão das negociações, ainda que o processo seja visto como avançando rapidamente por Teerão.
- A abertura de Ormuz deverá levar a uma descida nos preços dos combustíveis na próxima segunda-feira, com o gasóleo a recuar em cerca de 11 cêntimos e a gasolina em torno de um cêntimo por litro.
- Outros desdobramentos: deslocados no Líbano regressaram a casa, a Coreia do Sul já recebeu o primeiro petroleiro do Médio Oriente desde o bloqueio, a China apelou à continuidade do cessar-fogo e a Itália offer-se a enviar navios de desminagem para facilitar a reabertura de Ormuz.
O Irão anunciou a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego comercial, encerrando o bloqueio de facto. O anúncio teve impacto imediato no mercado de petróleo, com o preço do barril a cair para menos de 90 dólares, uma quebra superior a 10%. Aportou, ainda, um sinal de possível aproximação nas negociações entre Washington e Teerão, mediadas pelo Paquistão, antes do fim do cessar-fogo de 15 dias.
As autoridades iranianas indicaram que o estreito ficará aberto para o tráfego civil e comercial, o que pode acelerar a normalização da região. A reabertura surge no contexto de negociações entre os dois países, já com avanços em pontos-chave, segundo fontes próximas das conversações.
Preços e impacto económico
Embora os preços à pronta da próxima semana não reflictam ainda a decisão, o gasóleo pode registar uma descida de cerca de 11 cêntimos, até cerca de 1,977 euros por litro. A gasolina deverá recuar apenas cerca de 1 cêntimo, para 1,899 euros por litro. A saída de Ormuz pode facilitar a disponibilidade de combustível para a aviação.
O porta-voz de uma associação setorial indicou que várias companhias já tinham adiado dezenas de voos devido à incerteza em Ormuz. O sector temias impactos na logística e no custo de combustível para as operações era uma das principais preocupações.
Outros desenvolvimentos regionais
Um número significativo de deslocados internos regressou aos subúrbios de Beirute e ao sul do Líbano, após o cessar-fogo de 10 dias com Israel. Confrontos e congestionamentos foram observados na principal autoestrada costeira.
África, Ásia e alianças
A Coreia do Sul confirmou a passagem do primeiro petroleiro sul-coreano desde o início do bloqueio de Ormuz, estando 26 navios ainda retidos no estreito. A China apelou à manutenção de um cessar-fogo estável e das negociações entre as partes envolvidas. A Itália manifestou disponibilidade para enviar navios de desminagem, caso o cessar-fogo se mantenha estável, conforme pedido por Donald Trump.
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