- A ministra britânica das Finanças, Rachel Reeves, afirma estar frustrada e irritada com os EUA terem entrado na guerra e com o bloqueio do Estreito de Ormuz.
- Diversos aliados dos EUA, entre eles Coreia do Sul, China, França, Itália, Reino Unido, Rússia e Arábia Saudita, exigem a suspensão do bloqueio e retomar negociações entre EUA e Irão para um acordo de paz.
- O FMI prevê um aumento médio de 21,4% nos preços do petróleo este ano devido às interrupções na produção e no transporte no Médio Oriente, com risco de subida adicional se a crise persistir.
- A crise energética e a escassez de fertilizantes podem afectar colheitas globais, especialmente em África, agravando a insegurança alimentar.
- França e Reino Unido vão copresidir uma videoconferência com países não beligerantes para lançar uma missão multilateral defensiva no estreito, com o objetivo de restabelecer a liberdade de navegação quando as condições de segurança o permitirem.
O Estreito de Ormuz permanece bloqueado, gerando preocupação internacional. A frustração de atores-chave é patente, com aliados dos EUA a pedir suspensão do bloqueio e a valorizar a retoma das negociações entre Washington e Teerã para restabelecer a navegação no Golfo.
Entre os signatários, destacam-se Coreia do Sul, China, França, Itália, Reino Unido, Rússia e Arábia Saudita. Eles defendem a suspensão imediata do bloqueio, citando impactos na crise energética global e na disponibilidade de fertilizantes, agravando riscos para culturas agrícolas em várias regiões, sobretudo em África.
As previsões do FMI apontam para um aumento de 21,4% nos preços médios do petróleo este ano, devido a interrupções de produção e transporte na região. Os impactos sobre o gás natural também são apontados como elevados, com possibilidade de agravamento se a situação no estreito persistir.
Para responder à crise, é prevista uma videoconferência na sexta-feira, com a participação de Emmanuel Macron, Keir Starmer e outros países que não estão envolvidos no conflito. O objetivo é discutir uma missão multilateral e puramente defensiva para restabelecer a liberdade de navegação, ainda sem detalhes sobre o formato operativo.
A iniciativa visa, ainda, criar condições para o retorno da navegação pelo estreito, quando as condições de segurança o permitirem. O diálogo ocorre num momento de intensificação dos apelos internacionais por uma solução pacífica e negociada entre as partes envolvidas na região.
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