- O primeiro-ministro húngaro cessante, Viktor Orbán, reconheceu a derrota e mostrou desilusão com o resultado eleitoral, assegurando que o seu partido não irá desiludir quem votou nele.
- Em discurso privado perante apoiantes, Orbán afirmou que o resultado final é claro e que 2,5 milhões de eleitores confiaram no seu grupo.
- Quem assume a oposição é Péter Magyar, antigo aliado de Orbán, que se propôs a lutar contra a corrupção e centrou-se em saúde e transportes, visando reconstruir as relações da Hungria com a União Europeia e a NATO.
- A afluência às urnas foi de quase 80 por cento, um recorde na história pós-comunista da Hungria.
- Orbán disse que os próximos dias serão de reflexão, mas que o trabalho da oposição começa em breve e que não desistirá de quem votou no seu partido.
O primeiro-ministro húngaro cessante reconheceu a derrota na noite de eleições, discursando num recinto fechado em Budapeste. Viktor Orbán afirmou que o resultado é desolador, mas que o seu partido não irá abandonar os eleitores.
Para além da decepção, Orbán anunciou que o foco será a oposição nos próximos quatro anos, agradecendo a todos os que trabalham no partido. O líder enalteceu o esforço da estrutura, ao recordar que 2,5 milhões de eleitores confiaram nele.
O desfecho eleitoral manteve-se no centro da fala: a derrota foi assumida, apenas o caminho a seguir foi delineado. Orbán sublinhou que o partido não desistirá dos seus apoiantes, preparando a oposição para o futuro.
Sucessão e mudanças
Péter Magyar, antigo aliado de Orbán, assume o comando do partido, prometendo foco em combate à corrupção, saúde e transportes. Magyar também sinalizou a intenção de reatar relações com a União Europeia e a NATO.
A afluência às urnas ficou perto de 80%, nível recorde na Hungria pós-1989, de acordo com o Gabinete Nacional de Eleições. O resultado marca o fim de 16 anos de liderança de Orbán.
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