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EUA bloqueiam portos iranianos, risco de conflito no Estreito de Ormuz

Bloqueio dos portos iranianos e do Estreito de Ormuz pode ampliar conflito regional e já eleva os preços do petróleo

ARQUIVO: O porta-aviões USS Abraham Lincoln e dois outros navios transitam pelo Estreito de Ormuz, 19 de novembro de 2019
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  • Os EUA vão bloquear portos iranianos e o Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira à tarde (14h00 GMT), após falha das negociações no Paquistão.
  • A decisão, anunciada pelo Comando Central dos EUA, vale para portos iranianos no Golfo Persa e no Golfo de Omã e não impede navios não iranianos que passem pelo estreito.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a medida nas redes sociais, descrevendo-a como uma operação menos ampla do que o inicialmente anunciado.
  • As negociações entre EUA e Irão terminaram sem acordo, agravando temores de conflito e provocando subida acentuada dos preços do petróleo.
  • Reações iranianas: o presidente do parlamento afirmou que Teerão não se rende; o chefe da marinha classificou a ameaça como ridícula, e o chanceler atribuiu o fracasso ao maximalismo e ao bloqueio.

O anúncio dos EUA de bloquear portos iranianos e o Estreito de Ormuz ocorreu após falhas nas negociações entre Washington e Teerão no Paquistão. A medida foi anunciada pelo Governo dos EUA para segunda-feira à tarde, com o objetivo declarado de impedir rotas de navegação iranianas.

As forças armadas dos EUA disseram que o bloqueio abrangeria todos os portos iranianos, no Golfo Pático e no Golfo de Omã, iniciando às 14h00 GMT. Navios não iranianos poderiam ainda transitar pelo Estreito de Ormuz sem impedimentos.

A decisão acontece depois de a delegação iraniana ter abandonado Islamabad e de o vice-presidente dos EUA ter rompido as negociações. O Ocidente teme que o bloqueio agrave o conflito em curso pela região.

Bolsa e petróleo reagiram rapidamente. Os preços do crude subiram, com os contracts WTI e Brent a ultrapassar os 100 dólares por barril, refletindo a incerteza geopolítica.

O Paquistão, mediador, manteve o papel de facilitador do diálogo, apelando ao respeito do cessar-fogo de duas semanas. Analistas destacam o risco de escalada militar no Golfo e impacto económico global.

O presidente da Assembleia iraniana afirmou que Teerão não cederá a pressões, enquanto o chefe da marinha classificou a ameaça como infundada. Do lado norte-americano, o Comando Central frisou conduta imparcial para navios de várias nações.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão atribuiu o fracasso às exigências máximas e à mudança de objetivos, apontando a poucos centímetros a possibilidade de acordo. Trump não descartou manter negociações futuras.

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