Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Eleições na Hungria: História mostra que estes sistemas não duram para sempre

Eleições na Hungria: forças iliberais mantêm controlo institucional, afectando liberdade académica e exigindo resposta mais preparada dos progressistas

Manifestação a favor da "liberdade académica" e contra o Governo de Orbán em 2018, em Budapeste
0:00
Carregando...
0:00
  • Em Budapeste, o edifício da Universidade Centro-Europeia permanece, mas as aulas passaram para Viena depois de uma lei de 2017 que tornou a instituição ilegal, no âmbito da atuação do Governo de Viktor Orbán.
  • A medida visou instituições associadas com liberalismo e pensamento crítico, incluindo a colocação de universidades sob fundações privadas e a exclusão de Estudos de Género da lista curricular acreditada.
  • Andrea Peto, professora da CEU, diz que as forças iliberais têm guião e know-how que passam entre si, e que as forças progressistas precisam de estar mais bem preparadas.
  • Mesmo após a crítica governamental aos Estudos de Género, estes passaram a ser mais populares na Hungria, com mais atividades académicas e publicações temáticas.
  • A pesquisadora sublinha que a História mostra que sistemas iliberais não duram para sempre e que a resposta democrática deve ser adaptada, dado o atual fraco enquadramento de apoio europeu e estadounidense.

No centro de Budapeste, o edifício da Universidade Centro-Europeia (CEU) permanece deitado no imaginário da cidade. Apesar de a instituição não ministrar aulas desde 2018, a placa dedicada ao fundador George Soros mantém-se na entrada. A CEU foi proibida pela lei aprovada em 2017 pelo Governo de Viktor Orbán.

A agência de ensino público magiar impôs a transformação da CEU em uma fundação privada, com órgãos dirigentes alinhados com o poder. Também houve a retirada dos Estudos de Gênero da lista curricular aprovada, alegando falta de mercado, sem provas apresentadas.

Andrea Peto, professora associada da CEU que vive em Viena, descreve a medida como parte de uma campanha conservadora para reduzir instituições associadas ao liberalismo. A académica aponta que o regime utiliza quadros legais para minar democracias.

Peto lembra que muitos docentes que permaneceram na Hungria não foram presos nem despedidos, mas atuam com autocensura para manterem o ensino. Segundo ela, a estratégia protege-os, a menos que haja queixa de estudantes.

Enquanto isso, o Governo intensificou críticas aos Estudos de Gênero, acompanhadas de desinformação. No entanto, a procura por disciplinas de humanidades e ciências sociais tem crescido, com eventos e publicações temáticas mais frequentes.

A assessoria académica salienta que a derrota da CEU envia uma mensagem sobre a fragilidade de apoios na Europa e nos EUA quando forças iliberais capturam o Estado. O argumento central é de que os impostos sustentam políticas que dificultam a vida dos cidadãos.

Andrea Peto sustenta que a História mostra que sistemas autoritários não duram para sempre. A investigadora ressalta que estas forças possuem guião, know-how e rede de contatos, o que exige respostas novas das forças progressistas.

A pesquisadora aponta a necessidade de partilhar experiência de quem já enfrentou situações semelhantes. Ela alerta contra a ideia de alarmismo extremo, defendendo ações rápidas diante de riscos ao Estado de direito.

Segundo a análise apresentada, o que acontece a seguir depende dos movimentos dentro do país. A situação atual envolve mudanças legais, controle de instituições e impactos na liberdade académica, com implicações para a democracia húngara.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais