Peruanos escolhem este domingo o Presidente numa eleição marcada por insegurança pública e casos de corrupção governamental. A sondagem indica preferência por candidaturas de direita, com o objetivo de debelar a criminalidade e estabilizar a gestão.
Especialistas ouvidos pela Lusa apontam que, mesmo com a economia peruana estável, a preocupação com a segurança sobe face aos últimos episódios políticos. A destituição do Presidente interino José Jerí e a instabilidade legislativa são mencionadas como motivos para o apoio a propostas mais duras.
Entre os 35 candidatos, Keiko Fujimori surge na dianteira, segundo as mais recentes sondagens, com 14% das intenções de voto. Em segundo ficam Carlos Álvarez, com 9%, e Rafael López Aliaga, com 8%.
Contexto político
Analistas destacam a ausência de uma esquerda organizada no Peru atual, o que favorece candidaturas de direita na corrida eleitoral. O histórico de instabilidade e o cenário económico contribuem para promessas centradas na segurança, na ordem e no combate à corrupção.
Perspetivas económicas e eleitorais
Pesquisadores lembram que, embora haja crítica ao processo político recente, a economia mantém-se estável. A retórica de segurança pública domina os programas dos dois favoritos, com propostas que vão desde reformas judiciais até medidas de endurecimento penal.
Desdobramentos eleitorais
Prevê-se uma segunda volta, possivelmente a 7 de junho, dado o grau de dispersão de votos. A cobertura eleitoral enfatiza também o que está em jogo para o Congresso bicameral, com 60 senadores e 130 deputados, além de cinco representantes no Parlamento Andino.
Conclusões provisórias
Os analistas destacam que, independentemente do resultado, o Peru tende a prosseguir uma linha liberal no plano económico. A agenda pública permanece orientada para combate à corrupção, melhoria da segurança e redução da pobreza.
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