- Nova Flotilha Global Sumud parte de Barcelona no domingo, com cerca de 70 barcos e mil pessoas, rumo a Gaza.
- A organização pretende ser a maior missão marítima em defesa da Palestina, visando abrir corredores de ajuda humanitária e acabar com o bloqueio.
- Participam quatro portugueses, Greta Thunberg e barcos da Greenpeace e Open Arms; pode haver adesão de mais embarcações de outros portos.
- As quatro reivindicações incluem um corredor marítimo e terrestre para Gaza, embargo de armas a Israel, reconstrução liderada pelos palestinianos e levantamento do bloqueio com direito de regresso.
- A iniciativa ocorre num contexto de violência contínua na região e de detenção de ativistas na operação anterior.
Uma nova Flotilha Global Sumud, com pelo menos 70 barcos e mil pessoas, está prevista para partir no domingo de Barcelona, rumo a Gaza. A missão pretende ser a maior ação marítima a defender a Palestina, segundo a organização organizadora. A chegada a Gaza continua condicionada pelo acesso marítimo imposto por Israel.
Os promotores destacam que, apesar do foco internacional se ter desviado para outras regiões, o bloqueio a Gaza, bem como ataques na Cisjordânia, persistem. Alegam que a pressão internacional é necessária para manter a ajuda humanitária e a pressão sobre a situação no território.
A flotilha já conta com a participação de quatro portugueses, além de figuras internacionais como a ativista sueca Greta Thunberg. A operação de Israel na última flotilha, em outubro, terminou com intercetação naval e detenções de centenas de ativistas, que foram deportados. Espera-se que a nova operação inclua apoio técnico de barcos de ONG.
Participantes e logística
Barcelona serve de ponto de partida para cerca de 70 embarcações, com a possibilidade de adesões de outras portas. Espera-se que mais de mil pessoas viajem nos diversos barcos, oriundas de mais de 70 países, incluindo Portugal.
Para além dos navios, entram em cena organizações como Greenpeace, com o Arctic Sunrise, e a Open Arms, ONG dedicada ao resgate de migrantes no Mediterrâneo. A organização ressalva que o objetivo é entregar ajuda humanitária e desafiar o bloqueio, mantendo a segurança de todas as ações.
Reivindicações da flotilha
O movimento defende a criação de corredores marítimos e terrestres para Gaza assegurando a passagem segura de ajuda e pessoal médico. Pede também o embargo de armas a Israel, a reconstrução de Gaza sob governação palestiniana, o levantamento do bloqueio e o direito de regresso para os palestinianos.
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