- Richard Nephew, estratega de sanções que integrou o Conselho de Segurança Nacional durante a Administração Obama, concedeu ao PÚBLICO uma entrevista sobre a política externa dos EUA.
- Nephew afirma que a estratégia externa da Administração Trump é “pseudo-autocrática” e falhou em travar o poder nuclear do Irão.
- O estratega sustenta que, enquanto Donald Trump estiver no cargo, os EUA não são um país confiável.
- Nephew diz ainda que o acordo com o Irão “pode acabar a qualquer momento”.
- O diálogo ocorre após o anúncio de cessar-fogo entre Irão, Estados Unidos e Israel, contexto em que Nephew partilha a perspetiva sobre as opções nucleares iranianas.
Richard Nephew, estratega de sanções, concedeu uma entrevista ao PÚBLICO a poucos momentos do anúncio de cessar-fogo entre Irão, EUA e Israel. O foco foi analisar a linha de política externa da Administração Trump e o seu impacto no programa nuclear iraniano.
O ex-diretor para o Irão no Conselho de Segurança Nacional, que integrou a Administração Obama entre 2011 e 2013, sustenta que a estratégia atual não difere de modelos de regimes pseudo-autocráticos. Segundo Nephew, os EUA não são um país confiável enquanto Trump estiver no poder.
Ainda na conversa, Nephew afirma que o acordo nuclear com o Irão pode terminar a qualquer momento, sublinhando a instabilidade provocada pela gestão atual. Alega que as opções nucleares de Teerão permanecem inalteradas e que não houve progresso claro na contenção do programa.
O analista ressalva que a política externa de Washington tem falhas relevantes, incluindo o uso de sanções sem garantias de retorno ou verificação eficaz. O objetivo seria uma avaliação objetiva do impacto das medidas sobre o comportamento iraniano.
A entrevista, realizada dias após o anúncio de cessar-fogo, coloca em foco a percepção sobre credibilidade dos EUA e a continuidade de acordos diplomáticos. Nephew aponta riscos de volatilidade e a necessidade de estratégias mais previsíveis.
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