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Cuba antevê possível agressão militar dos EUA e aumenta alerta

Cuba avisa estar a preparar-se para possível agressão dos EUA, em meio a tensões e crise energética; insiste no direito à defesa e no diálogo com Washington

ARQUIVO - Soldados cubanos marcham durante um desfile militar na Praça da Revolução em Havana, Cuba, a 2 de dezembro de 2006 (AP Photo/Javier Galeano, Ficheiro)
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  • Cuba prepara-se para uma possível agressão militar dos EUA, avisou o vice‑ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Fernández de Cossío, em entrevista à NBC News.
  • O diplomata disse que as Forças Armadas cubanas estão sempre prontas e que se preparam para esse cenário, mas não considera provável um conflito armado e quer continuar o diálogo com Washington.
  • Havana afirma ser pacífica e não ameaça os EUA, defendendo o direito de se defender, numa leitura dos últimos meses de tensões que envolvem a política externa norte‑americana.
  • O presidente dos EUA declarou que pode fazer o que quiser com Cuba, numa trajetória de deterioração das relações entre os dois países.
  • Cubanos também denunciam o impacto do embargo e das restrições de combustível, que agravam a crise energética, com apagões registados; o sistema elétrico foi restabelecido parcialmente após o segundo corte em menos de uma semana.

O vice-ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Carlos Fernández de Cossío, afirmou à NBC News que Cuba se está a preparar para uma possível agressão militar dos EUA, num contexto de tensões e crise energética. A entrevista, transmitida no fim de semana, foi mostrada no programa Meet the Press.

Segundo o diplomata cubano, as forças armadas estão sempre preparadas e já trabalham para esse cenário, embora considere improvável um conflito armado. Havana mostrou-se empenhada em manter o diálogo com Washington, reiterando que não há justificação para uma intervenção.

As declarações surgem num quadro de deterioração das relações entre Cuba e os EUA, com o embargo a limitar o abastecimento de combustível, o que tem agravado a crise energética no país. Fernández de Cossío lembrou que Cuba é pacífica e não representa ameaça aos EUA.

Tensões e contexto regional

Trump afirmou recentemente que seria uma grande honra investir Cuba, dizendo que pode fazer o que quiser com a ilha. As declarações intensificam a leitura de uma postura mais agressiva de Washington face a Havana, que, por sua vez, insiste no direito de defender-se.

De acordo com o vice-ministro, as ações norte-americanas têm impacto direto no dia a dia cubano, nomeadamente no abastecimento de combustível e em setores como transportes e saúde. A crise energética tem provocado apagões, com restabelecimento parcial do sistema elétrico após o segundo corte da semana.

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