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Dia das Mentiras: quando é aceitável mentir às crianças, segundo especialistas

Mentir às crianças só é aceitável em raras exceções; a forma como se mente molda a confiança e o desenvolvimento emocional dos filhos

Entre os cinco e os oito anos, as crianças começam a perceber o que é verdade e o que é mentira
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  • O Dia das Mentiras é apresentado pelas psicólogas como uma ocasião para discutir quando mentir às crianças é aceitável, sendo as exceções raríssimas.
  • Mentir pode afetar a confiança e a autoconfiança das crianças; há exemplos onde uma mentira pode ser aceitável, como elogiar um desenho imperfeito para incentivar a expressão criativa.
  • Em situações sensíveis, como respostas sobre a morte, pode haver exceção, mas apenas para evitar uma ansiedade excessiva; a comunicação deve ser cuidadosa e honesta sempre que possível.
  • O comportamento dos pais modela o comportamento das crianças; ver os pais recorrerem à mentira pode levar as crianças a imitarem esse padrão.
  • Se a mentira for descoberta, a melhor postura é a honestidade, explicar a boa intenção e trabalhar as emoções da criança para restabelecer a confiança.

O Dia das Mentiras leva especialistas a recordar que mentir para crianças só pode ocorrer em raras exceções. Psicólogas dizem que esconder informações pode afetar a confiança e a autoestima dos miúdos, especialmente na primeira infância. Entre dúvidas e contextos, a verdade pode ser mais eficaz a longo prazo.

Os profissionais destacam que a mentira funciona como cola social em algumas situações. Em desenhos feitos pelos filhos, pode-se elogiar sem enfeitar, incentivando a expressão criativa. Já em temas sensíveis, a mentira só é aceitável em situações de extrema insegurança da criança, como quando questiona sobre a morte dos pais.

A partir dos cinco anos, a realidade tende a tornar-se mais concreta e a mentira perde força como ferramenta de gestão familiar. O uso diário da mentira para fugir a pedidos é desencorajado e pode moldar comportamentos indesejados. O exemplo dos pais é apontado como determinante no comportamento das crianças.

Conduta parental e consequências

As mentiras repetidas comprometem a confiança, alertam as psicólogas. Quando a criança percebe sinais de que o adulto não está bem, podem surgir dúvidas sobre a própria leitura do mundo. O diálogo aberto ajuda a estabelecer uma relação de confiança e a leitura das emoções envolve a leitura de pistas emocionais.

Caso a mentira seja descoberta, a honestidade é apresentada como abordagem mais adequada, explicando que a intenção era proteger, mesmo que a forma não tenha sido correta. Em situações de exceção, deve haver reconciliação com a criança para restabelecer a confiança.

Atenção à coerência: se a mentira se torna parte do padrão de comunicação, os danos aumentam. Pais devem refletir sobre o próprio comportamento para evitar contradições e manter um ambiente em que a dúvida possa ser expressa pela criança, contribuindo para o desenvolvimento emocional.

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