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António Raminhos revela piadas agressivas criadas em tempo de tensão

António Raminhos explica que piadas agressivas surgem em tempo de tensão e ajudam a enfrentar o absurdo e os fantasmas da saúde mental

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  • António Raminhos, humorista e antigo jornalista desporto, é o 14.º convidado do podcast A Vida Não É o Que Aparece.
  • Afirma que o humor nasceu em tempo de tensão e serve para lidar com o absurdo do mundo e com os seus próprios fantasmas de saúde mental.
  • Já foi rosto da televisão na RTP, esteve no programa 5 para a Meia-Noite e apresenta espetáculos como As Marias e Volto Já; é autor do podcast Somos Todos Malucos e tem mais de um milhão de seguidores no Instagram.
  • O humor aproxima-se da parentalidade: é uma forma de relativizar momentos difíceis e ensinar as filhas a lidar com os perigos das redes sociais, mostrando mensagens agressivas para as entenderem.
  • Não bloqueia ninguém no Instagram, encara comentários de ódio diários e aborda a saúde mental nos seus conteúdos; defende que o humor depende mais de quem o recebe do que de quem o faz.

António Raminhos, humorista português, participa como 14.º convidado do programa A Vida Não É o Que Aparece. A entrevista aborda o papel do humor numa altura de tensão e a forma como o comediante encara os seus próprios fantasmas de saúde mental.

Raminhos recorda que começou a carreira em jornalismo desportivo na A Capital, mas seguiu o stand-up em 2006. Tornou-se conhecido pelo público através de conteúdos de parentalidade e de performances em televisão e palco, incluindo o programa 5 para a Meia-Noite, da RTP, e espetáculos como As Marias e Volto Já.

O humor como defesa e ferramenta educativa

Para o humorista, as piadas agressivas nasceram em tempos de tensão, servindo para lidar com o absurdo do mundo. Mantém ainda um olhar crítico sobre o impacto das redes sociais, especialmente na relação entre pais e filhos, e utiliza a comédia para partilhar mensagens sobre saúde mental.

Raminhos não bloqueia comentários nas redes, mesmo com mensagens de ódio diárias e referências a perturbação obsessivo-compulsiva que enfrenta. Explica que a expressão do sofrimento pode ter função educativa, ajudando os jovens a distinguir entre agressividade digital e conversas úteis.

Parentalidade e redes sociais

Apesar de reduzir a exposição pública da vida familiar, o humor continua a ser uma ferramenta de parentalidade. O humorista diz que mostra às filhas as mensagens agressivas recebidas para reforçar a importância de relações reais em detrimento do mundo virtual.

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