- Cristina Ferreira gerou indignação ao comentar, em direto, o caso de violação em grupo de uma menor, defendendo ouvir a vítima, o que gerou críticas e levou ao silêncio subsequente.
- O processo envolve quatro influenciadores acusados de violação agravada, quatro crimes de ofensa à integridade física e 27 crimes de pornografia de menores, com idades entre 18 e 21 anos.
- A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu queixa e vai avançar com um processo de contraordenação contra a Televisão Independente (TVI), com coima entre 20 mil e 150 mil euros.
- A ERC já tinha criticado Cristina Ferreira no caso conhecido como “pôs-se a jeito”, em que a apresentadora comentou sobre uma mulher assassinada, destacando que as declarações transferiam responsabilidade para a vítima.
- A apresentadora permaneceu em silêncio na edição de quarta-feira e bloqueou comentários na rede social, após o incidente ter gerado onda de críticas.
A apresentadora Cristina Ferreira está envolvida numa polémica na televisão portuguesa, após comentários considerados inadequados sobre um caso de violação em grupo de uma menor. A intervenção ocorreu durante o programa Dois às 10 da TVI.
Na Crónica Criminal emitida a 14 de junho, Ferreira questionou a responsabilidade da vítima e o seu consentimento, sugerindo que a vítima poderia ter influenciado o desfecho. As declarações geraram críticas no meio mediático.
A ERC recebeu queixas contra a apresentadora, com a entidade a avaliar eventual violação de normas éticas e de conduta. O regulador já tem em curso um processo de contraordenação contra a TVI.
Desdobramentos legais e regulação
A alegação central envolve quatro influenciadores, acusados de violação agravada, ofensa à integridade física e 27 crimes de pornografia de menores. Os hechos ocorreram quando levaram a vítima para uma garagem e cometeram atos sexuais, entre 18 e 21 anos.
A ERC já havia emitido conclusões críticas sobre comentários anteriores de Ferreira, incluindo um caso mediático conhecido como põesse a jeito, envolvendo uma mulher assassinada.
O regulador aponta que as declarações imputam responsabilidade à vítima e desresponsabilizam o agressor, o que motivou o início do processo contra a TVI. O montante potencial de coima varia entre 20 mil e 150 mil euros.
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