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UE permanece vulnerável ao depender de petróleo e gás importados

UE permanece vulnerável à dependência de petróleo e gás importados; apela à eletrificação face à crise no Médio Oriente e a potenciais constrangimentos de abastecimento

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen
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  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE continuará vulnerável enquanto depender de petróleo e gás importados, devido à crise energética no Médio Oriente.
  • De acordo com ela, é necessário acelerar a eletrificação do continente, já que as compras de veículos elétricos subiram 51 por cento desde o início do conflito.
  • A Comissão alertou para possíveis constrangimentos regionais de abastecimento de petróleo caso o bloqueio no estreito de Ormuz se mantenha até junho, com o combustível de aviação a principal preocupação.
  • O Grupo de Coordenação do Petróleo da UE indicou que, se a situação persistir, poderá ser necessário combinar libertação de reservas com medidas de poupança de combustível.
  • As leis da UE obrigam reservas estratégicas de setenta a noventa dias de petróleo; a Agência Internacional de Energia advertiu que a almofada de reservas pode esgotar-se em semanas.

A presidente da Comissão Europeia apelou esta terça-feira à eletrificação da UE para reduzir a vulnerabilidade energética decorrente da dependência de petróleo e gás importados. A intervenção ocorreu por vídeo na Conferência Europeia sobre Tecnologias Limpas, em Bruxelas.

Von der Leyen afirmou que a situação no Médio Oriente tem impacto global e que, apesar de o bloco estar menos exposto que no passado, não está imune a choques. Reforçou a necessidade de acelerar a eletrificação para obter verdadeira independência energética.

A responsável europeia destacou que os consumidores já demonstram resposta positiva, com um aumento de 51% nas compras de veículos eléctricos desde o início da escalada na região.

Na segunda-feira, a Comissão Europeia admitiu potenciais constrangimentos regionais de abastecimento de petróleo caso o estreito de Ormuz permaneça bloqueado até junho, com a aviação entre as principais preocupações. O comunicado foi emitido pela Direção-Geral de Energia.

O grupo de Coordenação do Petróleo, que inclui especialistas da UE, da Agência Internacional de Energia, da NATO e da indústria, discutiu perspetivas para a UE e medidas de resposta caso a situação se prolongue até junho. Discutiram também eventuais utilizações de reservas de emergência.

A AIE, por sua vez, advertiu que as reservas comerciais de petróleo podem esgotar-se em semanas, caso a situação se mantenha. A análise acompanha o contexto de aumento de custos na aviação e perturbações logísticas globais.

As leis da UE obrigam os Estados-membros a manter reservas estratégicas de 90 dias de petróleo, definindo quotas entre crude e produtos refinados, incluindo querosene para aviação. A UE depende em grande medida das importações para o seu consumo.

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