- A Suécia gerou noventa e nove por cento da eletricidade a partir de fontes de baixo carbono em 2025, com água a fornecer quarenta por cento, nuclear a vinte e sete por cento, eólica a vinte e três por cento e solar a dois por cento. O uso de combustíveis fósseis ficou em um vírgula dois por cento.
- O estudo, do centro Ember, destaca que a Suécia tem emissões per capita muito abaixo da média da União Europeia.
- Investigadores identificam um “risco sistémico” para a segurança energética europeia devido a uma vasta desinformação e informações falsas sobre a energia eólica, impulsionando narrativas antieólicas.
- O relatório conjunto entre WindEurope e CASM Technology analisou mais de quarenta e dois mil conteúdos em redes sociais entre maio de 2024 e fevereiro de dois mil e vinte e seis, gerando milhões de interações. A maior parte do conteúdo anti-eólico não contém desinformação, mas uma parte relevante é falsa ou fora de contexto.
- Conclusões apontam que a desinformação pode atrasar a transição para energias renováveis, com impactos na competitividade europeia e na segurança energética, e que as narrativas extremistas podem exigir ações de oposição a projetos eólicos.
A Suécia lidera a produção eléctrica com 99% proveniente de fontes com baixo carbono, segundo uma análise recente. O país alcançou este marco em 2025, com hidro a 40%, nuclear 27%, eólica 23% e solar 2%. Apenas 1,2% da eletricidade veio de combustíveis fósseis, reduzindo as emissões per capita abaixo da média da UE.
Apesar do sucesso energético, investigadores alertam para um risco sistémico: desinformação anti-eólica ganha terreno na Suécia e, por extensão, na Europa. O estudo analisa 42 mil publicações entre 2024 e 2026 e aponta elevada propagação de mensagens falsas ou enganosas.
Panorama da desinformação
A parceria WindEurope e CASM Technology classificou as publicações em quatro narrativas centrais, destacando fraudes, danos ambientais, falência económica e inviabilidade tecnológica. Menos de 7 mil conteúdos foram em sueco, com maior concentração em francês, norueguês e alemão, correspondendo a 75% do total.
O Reino Unido liderou as interações, seguido pela Alemanha, Noruega e França. A Suécia ocupou o sétimo lugar, com mais de 419 mil interações ativas, revelando um ecossistema europeu de atores mediáticos, políticos e de ativistas.
Consequências e contextos
Entre as narrativas, as de fraudes associam promotores a interesses de elites, enquanto as de destruição ambiental sugerem impactos negativos nos ecossistemas. Argumentos sobre inviabilidade técnica descrevem os parques como economicamente insustentáveis.
O relatório cita impactos na confiança pública, incluindo perceções sobre custos da energia e renovações tecnológicas. Também descreve riscos de atrasar a transição energética interna, com consequências para a competitividade europeia e a segurança energética.
Dados e exemplos
A notícia sobre o apagão de 2023 em Espanha e Portugal é mencionada como contexto, com o parecer de que as turbinas não foram causas principais, apesar de alegações de desinformação. Estuda-se ainda a perceção de risco entre cidadãos da UE face a informação climática falsa.
O estudo avisa que desinformação pode servir de ferramenta política para atrasar projetos ou influenciar decisões públicas. Em casos extremos, sugere o risco de violência contra infraestruturas e trabalhadores de energia renovável.
Entre na conversa da comunidade