- Peritos da UE concluíram que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata, ocorrido a 28 de abril de 2025 em Espanha e Portugal.
- O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, afirmou que o relatório revela novos desafios ao sistema elétrico da União Europeia e a necessidade de reforçar a sua resiliência.
- O Pacote de Redes Europeias é apresentado como ferramenta para modernizar as redes, expandir interligações entre países, integrar energias renováveis e simplificar licenciamento para novos projetos.
- A revisão do quadro de segurança energética da UE visa reforçar a preparação do sistema e torná-lo mais preparado para o futuro.
- O relatório, assinado por 45 especialistas de 12 países, aponta fatores como oscilações, lacunas no controlo de tensão e potência reativa, reduções rápidas de produção e desligamentos de geradores em Espanha.
O apagão que afetou Espanha e Portugal no dia 28 de abril de 2025 é considerado, pelo relatório final elaborado por peritos da UE, resultado de falhas em cascata no sistema elétrico da Península Ibérica. O evento foi descrito como o mais grave e sem precedentes no setor europeu em mais de duas décadas.
O relatório, elaborado por 45 especialistas de operadores de rede e reguladores de 12 países, aponta que oscilações, lacunas no controlo de tensão e de potência reativa, bem como divergências nas práticas regulatórias, contribuíram para a falha. Também destaca reduções rápidas de produção e desligamentos de geradores em Espanha, além de capacidades de estabilização desiguais entre áreas.
O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, afirmou que o documento evidencia novos desafios para o sistema elétrico da UE e a necessidade de reforçar a resiliência para evitar incidentes semelhantes. O estudo surge num momento em que a UE prepara o Pacote de Redes Europeias para modernizar as infraestruturas, ampliar interligações e facilitar energias renováveis.
Desdobramentos
O relatório recomenda reforçar quadros regulatórios e aumentar a coordenação entre operadores de rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos de falha em cascata. A UE também vê no pacote regulamentar instrumentos para melhorar a interligação entre países e simplificar licenciamentos de novos projetos energéticos.
Segundo a análise, reforçar a preparação do sistema elétrico passa a ser uma prioridade, com foco na estabilidade de voltage, gestão de potência reativa e maior integração de energias renováveis. As medidas visam reduzir a vulnerabilidade a choques operacionais no futuro.
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