- Estudo com trezentos mil atletas que concluíram a Maratona de Berlim entre 1999 e 2025 conclui que os homens têm até seis vezes mais probabilidade de “bater na parede” do que as mulheres.
- Entre quem terminou abaixo de três horas, os homens tinham cerca de seis vezes mais hipóteses de queda de ritmo de vinte por cento ou mais na segunda metade da prova.
- Em média, os homens foram mais rápidos (cerca de quatro horas e dois minutos) do que as mulheres (quatro horas e vinte e nine minutos), mas com ritmos menos estáveis.
- Investigadores apontam comportamentos de risco e excesso de confiança como causas de ritmos agressivos que podem levar a quebras catastróficas; as mulheres demonstram maior autorregulação do ritmo.
- O ritmo de corrida é descrito como o determinante táctico mais crítico do desempenho em maratonas.
O estudo, que analisou 873 334 atletas que terminaram a Maratona de Berlim entre 1999 e 2025, conclui que os homens têm até seis vezes mais probabilidades de atingir uma quebra de ritmo durante a prova. O foco é a distância de 42,195 km.
A investigação revela que, apesar de os homens serem mais rápidos, tendem a adotar ritmos significativamente menos estáveis, o que aumenta o risco de quebras súbitas na segunda metade da maratona. As mulheres apresentam maior consistência rítmica.
Entre os corredores que terminaram abaixo das três horas, os homens tinham aproximadamente seis vezes mais probabilidade de bater na parede do que as mulheres, segundo o estudo publicado na Scientific Reports.
Resultados principais
Os autores indicam que fatores de desempenho, como maior massa muscular e características cardiorrespiratórias, não garantem gestão ótima do ritmo. A gestão eficiente da energia é decisiva para o sucesso na maratona.
Os homens costumam iniciar com ritmos mais agressivos e podem sofrer desacelerações catastróficas, descrevem os investigadores. As mulheres demonstram maior capacidade de autorregulação do ritmo.
O estudo destaca que, mesmo com vantagens fisiológicas, o ritmo é o determinante táctico mais crítico do desempenho na maratona, exigindo equilíbrio entre velocidade e conservação de energia.
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