- O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, critica clubes que dissolvem dívidas através de Planos de Recuperação Económica (PER) e continuam na Primeira Liga.
- Defende reformas em infraestruturas, tecnologia, reformatação de quadros competitivos e uma licenciamento mais agressivo para o futebol português.
- Cita exemplos de clubes históricos que saíram da liga principal e procuraram reconstrução, como Belenenses, V. Setúbal e Boavista.
- Afirma que o FC Porto não pode ficar obrigado pela lei UEFA a suportar dívidas de clubes que utilizam PER, enquanto cumprem obrigações e salários.
- Aponta para investimentos em estádios e tecnologia (VAR, linha de golo, offsides automáticos) e compara com ligas estrangeiras que atraem talento e podem deixar Portugal para trás se não houver mudanças.
O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, reiterou críticas ao modo como alguns clubes recorrem ao Plano de Recuperação Económica (PER) para dissolver dívidas e manterem-se na Primeira Liga. A fala ocorreu numa entrevista publicada no canal de YouTube Primeiro Toque.
Villas-Boas apontou que áreas como infraestruturas, tecnologia e reformulação de quadros competitivos necessitam de mudança, bem como uma lei de licenciamento mais agressiva. A afirmação vinca que o FC Porto não pode ficar obrigado, pela UEFA, a suportar dívidas de outros clubes resultantes de contratações.
O dirigente recordou exemplos de clubes históricos que perderam peso competitivo, como Belenenses, V. Setúbal e Boavista, que se reconstruíram abaixo, com o objetivo de regressar aos palcos maiores. Criticou a atual organização das ligas e o esquema de licenciamento, defendendo endurecimento.
Dados a considerar, o responsável defende investimentos em infraestruturas, tecnologia de apoio ao jogo e modernização de estádios. A comparação com ligas nórdicas e europeias é usada para ilustrar um ambiente competitivo onde Portugal pode ficar para trás se não agir a tempo.
Perspetiva de futuro e impactos
Para Villas-Boas, o caminho passa por licenciamento mais rigoroso e por estimular clubes a cumprir obrigações financeiras, incluindo salários e pagamentos a clubes de onde vêm jogadores. O objetivo é manter a competitividade nacional a partir de bases estáveis.
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