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Federação Holandesa apresenta queixa por insultos racistas no Mundial 2026

Real Federação Neerlandesa de Futebol apresenta queixa ao Ministério Público por insultos racistas a jogadores após a eliminação frente Marrocos no Mundial 2026

Equipa holandesa no Mundial 2026
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  • A Federação Neerlandesa de Futebol (KNVB) apresentou uma queixa ao Ministério Público dos Países Baixos por insultos racistas dirigidos a jogadores da seleção após a eliminação frente a Marrocos no Mundial de 2026.
  • A KNVB informou ter recebido várias denúncias na agência Meld Online Discriminatie (MOD), que colaborou na campanha “A Discriminação Não Tem Lugar” para avaliar crime possível.
  • A rede social X já removeu várias mensagens, com a remoção de contas ainda a decorrer, incluindo uma que continha a expressão nazi “sieg heil”.
  • Caso haja indícios de crime, as situações serão enviadas ao Ministério Público; o presidente da KNVB, Frank Paauw, apresentará a queixa em nome da federação.
  • As mensagens de ódio surgiram após falhas de penáltis dos neerlandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville; algumas mensagens parecem ter origem em contas indonêsias associadas ao pai de Kluivert, Patrick Kluivert. A ministra do Desporto, Mirjam Sterk, qualificou as respostas como profundamente lamentáveis.

A Federação Holandesa de Futebol (KNVB) apresentou uma queixa ao Ministério Público dos Países Baixos após insultos racistas dirigidos a vários jogadores da seleção neerlandesa, no seguimento da eliminação do Mundial 2026 frente a Marrocos. A comunicação foi feita na sexta-feira.

Durante a última semana, a KNVB reportou diversas mensagens à Meld Online Discriminatie (MOD), parceira na campanha A Discriminação Não Tem Lugar. A MOD avaliou se as publicações poderiam configurar crime e orientou a remoção ou encaminhamento às autoridades.

A rede social X já eliminou várias mensagens. Ainda aguarda-se o encerramento de uma conta com a expressão nazi sieg heil, conforme informou a federação. Casos passíveis de investigação serão enviados ao Ministério Público.

Entre os jogadores visados estão Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville, que falharam os penáltis contra Marrocos, levando à saída dos Países Baixos. Comentários ofensivos partiram principalmente de contas anónimas ou estrangeiras.

No caso de Kluivert, várias mensagens pareciam ter origem em contas indonésias que associavam ataques ao pai, Patrick Kluivert, antigo selecionador daquele país, segundo a NOS. A ministra do Desporto, Mirjam Sterk, qualifica as reacções de profundamente lamentáveis.

A KNVB tem promovido campanhas antirracismo há anos, incluindo um anúncio com Ruud Gullit antes do Mundial para sensibilizar os adeptos. A federação afirma que, embora não seja possível identificar tudo, existem limites e quem os ultrapassar enfrentará consequências.

Impulso institucional e próximos passos

Frank Paauw, presidente da KNVB, entregará pessoalmente a queixa ao Ministério Público, conforme anunciado pela federação. A ação visa demonstrar que mensagens de ódio online podem ser processadas para além de remoções pontuais.

Contexto e objetivo da campanha

A KNVB reforça que a atuação não se limita a punir, mas a esclarecer padrões de comportamento. A parceria com MOD pretende esclarecer o que constitui crime e facilitar a atuação das autoridades competentes.

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