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Rosa Mota recebe o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho

Rosa Mota é a primeira mulher a receber o Grande Prémio Ilídio Pinho, numa cerimónia em Lisboa; recusou o prémio monetário de cem mil euros

Rosa Mota distinguida com o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho
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  • Rosa Mota foi distinguida com o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho, tornando-se na primeira mulher a receber a homenagem.
  • A cerimónia realizou-se nos Paços do Concelho de Lisboa, com a presença de Carlos Moedas, Marcelo Rebelo de Sousa e várias personalidades.
  • No discurso, a atleta destacou a ligação afetiva com os portugueses espalhados pelo mundo como legado da sua carreira.
  • A distinção é uma das mais relevantes nacionais, associada a outras figuras como Cardeal D. José Tolentino de Mendonça, Álvaro Siza Vieira e António Ramalho Eanes.
  • Tal como o general Ramalho Eanes, Rosa Mota recusou receber o prémio monetário de 100 mil euros da Fundação Ilídio Pinho.

Rosa Mota foi distinguida hoje com o Grande Prémio Ilídio Pinho, numa cerimónia que coincide com o seu 68º aniversário. A decisão da Fundação Ilídio Pinho reconhece pela primeira vez uma mulher com este galardão.

A cerimónia decorreu nos Paços do Concelho de Lisboa, à presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, do ex-Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e de personalidades de várias áreas. O foco esteve no valor da distinção para o país.

Este galardão integra um conjunto de reconhecimentos nacionais de grande relevo, entre eles o Prémio Pessoa e o Prémio Camões. Antes de Rosa Mota, apenas três personalidades haviam recebido o prémio: D. Tolentino de Mendonça, Álvaro Siza Vieira e António Ramalho Eanes.

No discurso, Rosa Mota destacou a importância da relação afetiva com os portugueses que a acompanharam, especialmente no estrangeiro. Recordou a vitória na São Silvestre de São Paulo, em 1981, quando ouviu pela primeira vez o hino de Portugal acompanhado de bandeiras e lágrimas.

A embaixadora de Portugal junto das comunidades no mundo reforçou que o prémio continuará a inspirá-la a levar Portugal consigo. Disse que o galardão reforça a noção de Portugal para além fronteiras e que a “Portugalidade” fica mais presente.

Tal como Ramalho Eanes, Rosa Mota recusou o prémio monetário de 100 mil euros oferecido pela Fundação Ilídio Pinho, uma parte do compromisso já observado em outros galardões do histórico nacional. A decisão é valorizada como sinal de dedicação ao legado público.

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