- A ICAC e a polícia detiveram dezenove pessoas, incluindo dois treinadores e sete futebolistas, suspeitos de manipular resultados de jogos de futebol e de promover apostas ilegais.
- A investigação aponta para uma organização criminosa ligada ao meio futebolístico local, que usava contactos de jogadores e subornos para influenciar resultados com fins lucrativos.
- Há irregularidades identificadas em pelo menos quatro jogos da primeira divisão nas duas últimas épocas, além de uma partida da equipa sub-22 em 2025/26.
- A operação incluiu buscas a uma casa de apostas ilegais, com atividades em jogos locais e internacionais, incluindo o Mundial de futebol de 2026.
- Os investigadores estimam que o grupo atuava há dois a três anos, tendo movimentado mais de seis milhões de dólares de Hong Kong em apostas ilegais.
Em Hong Kong, 19 indivíduos foram detidos numa operação conjunta entre a ICAC e a polícia, suspeitos de manipular resultados de jogos de futebol e de envolver apostas ilegais. A repressão foi anunciada esta sexta-feira pela entidade anticorrupção.
Entre os detidos contam-se dois treinadores, sete jogadores de três equipas da primeira divisão e um ex-jogador. A investigação aponta para um esquema controlado por elementos do meio futebolístico local.
Os argumentos da ICAC indicam que, recorrendo a contactos no balneário e a subornos, o grupo manipulava resultados de jogos locais para obter lucros com apostas. A operação ocorreu na terça-feira e incluiu buscas a uma casa de apostas ilegais, com ligações a partidas locais e ao Mundial 2026.
As investigações revelaram irregularidades em pelo menos quatro jogos da primeira divisão nas duas últimas épocas e numa partida da categoria sub-22 (2025/26). Os investigadores estimam que o grupo operava há cerca de dois a três anos e terá movimentado mais de HK$ 6 milhões em apostas ilegais.
Por exemplo, segundo Bill Ng Siu-kei, o dinheiro proveniente de apostas ilegais era usado para subornar outros jogadores com o objetivo de manipular jogos da primeira divisão. Ng falou à imprensa de Hong Kong durante a conferência de imprensa.
Contexto regional
A 16 de junho, a polícia deteve 150 pessoas por apostas ilegais online, com movimentação estimada superior a HK$ 320 milhões. O superintendente Au Yeung-tak sublinhou que o Mundial de futebol é uma época de alto risco para estas atividades.
Na China continental, 13 clubes iniciaram a temporada de 2026 com penalizações por manipulação de resultados e apostas ilegais. Nove equipas da Superliga e quatro da segunda divisão foram atingidas, num movimento que já levou à actuação da Associação Chinesa de Futebol, incluindo sanções a 73 pessoas, entre elas ex-presidentes e antigos selecionadores.
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