- Omar Artan, árbitro somali, teve o passaporte diplomático e o visto de entrada recusados nos EUA após 11 horas de interrogatório no Aeroporto de Miami.
- A FIFA apoiou o árbitro e comprometeu-se a pagar-lhe a remuneração integral do Mundial.
- Artan foi questionado sobre ligações a potenciais membros do grupo Al Shabab, mas disse não saber da organização.
- Ainda não foi divulgado o valor que os árbitros vão receber após o Mundial.
- Com 34 anos, Artan foi eleito árbitro do ano da CAF em 2025 e continua a receber convites para grandes competições, incluindo a Supertaça europeia a 12 de agosto.
FIFA pagou a remuneração integral do Mundial ao árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA. No Aeroporto Internacional de Miami, ficou 11 horas retido pela imigração, com passaporte diplomático e visto de entrada única recusados.
As autoridades norte‑americanas o consideram ligado a suspeitos de grupos terroristas e questionaram-no sobre ligações ao Al Shabab. Artan afirmou não saber nada sobre a organização e mostrou ter documentos e visto em ordem.
A FIFA apoiou Artan após o embarque forçado de regresso à Somália e, segundo a BBC Sport, comprometeu‑se a pagar-lhe o salário do Mundial. O árbitro afirmou que luta pelo sonho de ir ao Mundial.
Ainda não se sabe o valor total que os árbitros receberão após o Mundial, segundo fontes próximas.
Apesar do revés, Artan continua entre os árbitros mais respeitados da África. Foi eleito Árbitro do Ano CAF 2025 e foi convidado para a Supertaça europeia entre PSG e Aston Villa, a 12 de agosto, em Salzburgo.
Participou também na segunda mão da final da Liga dos Campeões Africanos entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. De regresso à Somália, aos 34 anos, agradeceu ao povo e manteve a promessa de estar no Mundial de 2030.
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