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Pais de Digo Jota quebram silêncio sobre a morte dos filhos

Pais de Diogo Jota e André Silva descrevem o ano seguinte à morte dos filhos, entre dor permanente, negação inicial e rituais diários ao cemitério

Joaquim e Isabel Silva, pais de Diogo Jota e André Silva
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  • Quase um ano depois da morte de Diogo Jota e André Silva num acidente de viação em Zamora, Espanha, os pais Joaquim e Isabel Silva falaram pela primeira vez à TV 7 Dias, em vésperas do lançamento do livro Diogo Jota – Nunca Mais é Muito Tempo.
  • Isabel afirmou que não passou e que vai enfrentar tudo até morrer; no livro é relatada a negação inicial de que os filhos estivessem feridos, à espera de médicos para os salvar.
  • Este foi o primeiro aniversário de casamento dos pais sem os filhos, um momento extremamente doloroso; Isabel descreveu-o como muito difícil, e Joaquim chamou ao dia o “dia mais horrível da minha vida”.
  • Com a ausência dos dois filhos, a atenção recai sobre Dinis, Duarte e Mafalda; Joaquim diz que vai falar deles e mostrar imagens, mantendo a recordação dos primogénitos.
  • O avô materno fala de uma tristeza profunda e mantém o ritual de ir ao cemitério todos os dias; o livro foi apresentado a 22 de maio na Federação Portuguesa de Futebol, gerando orgulho na família.

Diogo Jota e André Silva perderam as vidas num acidente de viação em Zamora, Espanha, a 3 de julho de 2025. Os pais dos futebolistas, Joaquim e Isabel Silva, falaram pela primeira vez da perda, em entrevista à TV 7 Dias, no contexto do lançamento do livro Diogo Jota – Nunca Mais é Muito Tempo, de José Manuel Delgado.

O casal explicou que, durante o período de luto, a família viveu momentos de profunda dor. Isabel revelou que, na altura do acidente, a esperança se misturou com neglicência, enquanto o filho mais velho se esforçava para manter a fé na recuperação. O livro recorda esse período de forma dolorosa para ambos.

Este foi o primeiro aniversário de casamento sem os filhos, uma data marcada pela ausência que os atingiu de forma intensa. A dor também é descrita pelo próprio Joaquim, que define o dia como o mais horrível da sua vida. Entre os testemunhos, a família recorda os impactos no clã de Diogo Jota.

Com o desaparecimento, a atenção voltou-se para os familiares de Diogo Jota, nomeadamente Dinis, Duarte e Mafalda, filhos de Diogo e sobrinhos de André Silva. O avô paterno, Alberto Teixeira, descreve uma tristeza profunda e um ritual diário de visitar o cemitério.

O livro, apresentado a 22 de maio pela Federação Portuguesa de Futebol, no Porto, já surge como uma peça de homenagem aos atletas. Isabel expressa orgulho pela receção global aos filhos, mesmo na tragédia, e afirma que a obra revela a estima de que eram alvo. Joaquim, por sua vez, elogia o legado deixado pelos filhos.

Recorda-se que Diogo Jota e André Silva morreram num acidente de viação em Zamora, a 3 de julho de 2025. Diogo Jota deixa três filhos, nascidos da relação com Rute Cardoso, que continuam a ser citados pela família nas mensagens de memória.

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