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Detentores de tribunas no Estádio Azteca contestam lei da FIFA

Disputa entre FIFA e detentores de tribunas do Estádio Azteca continua: acesso permitido, consumo obrigatório de produtos FIFA e entrada proibida com automóveis próprios

Protesto contra as vítimas dos cartéis de droga, à porta do Estádio Cidade do México
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  • FIFA trava litígio com detentores de tribunas do Estádio Azteca após contrato de 99 anos com o Governo e os proprietários dos recintos, que previa acesso total às tribunas.
  • O contrato não continha cláusulas que restringissem o uso, e os empresários já tinham usufruído das tribunas no Mundial de 1986.
  • A Suprema Corte de Justiça mexicana decidiu a favor dos empresários, sustentando que a lei mexicana deve ser respeitada e que não havia proibição contratual de acesso às tribunas; a FIFA podia alugá-las para os jogos.
  • A decisão também permitiu que os detentores das tribunas consumissem alimentos e bebidas próprios nos espaço.
  • A FIFA recorreu; o juiz federal Oswaldo López Arellanos determinou que, apesar de permitido o acesso, toda a entrada devia ocorrer com alimentos e bebidas fornecidos pela FIFA e sem entrada com automóveis próprios, o que continuou a enfrentar resistência dos seguranças contratados pela FIFA.

Detentores de tribunas do Estádio Azteca estão em disputa com a FIFA. O conflito envolve um contrato de 99 anos que dava aos investidores acesso irrestrito às tribunas atribuídas durante a construção dos estádios no México. A disputa já passou pelo Supremo e por um tribunal federal.

O caso envolve o governo mexicano, os detentores das instalações e a FIFA, que gere os estádios no âmbito do acordo entre México, EUA e Canadá. Os empresários já usufruíram das tribunas desde 1986, data dos Mundiais.

Em 12 de Maio, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu a favor dos detentores, afirmando que a lei mexicana não pode ser violada e que o contrato não proibia o acesso. A decisão permitiu consumir alimentos e bebidas no recinto.

A FIFA recorreu e, numa segunda decisão, um juiz federal ordenou que, ainda com acesso permitido, quem entrasse devia consumir apenas nos pontos de venda oficiais e não podia usar automóveis próprios para entrada.

Apesar disso, seguranças contratados pela FIFA impediram o acesso das tribos aos espaços que lhes pertencem, gerando novos desdobramentos jurídicos e prazos a definir.

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