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Reinaldo Teixeira vê momento histórico após aprovação da centralização

Aprovação da chave de distribuição da centralização aumenta consistência e reduz a disparidade entre clubes; o montante depende de negociações e entra num ciclo de cinco anos

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal
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  • A Assembleia Geral aprovou a chave de repartição da distribuição da centralização dos direitos audiovisuais, a ser implementada num ciclo inicial de cinco anos a partir da época 2028/29.
  • A proposta, apresentada pela Liga Centralização, foi sufragada por votação secreta, com oposição de três clubes da Liga e quatro da Liga 2.
  • A diferença entre quem mais e quem menos recebe passa de 14,4 para 7,3, com a expectativa de ficar nos 4,5 na próxima revisão.
  • O valor total a distribuir ainda não está definido, pois as negociações com operadores nacionais e internacionais continuam em curso.
  • A distribuição baseia-se em cinco critérios e pretende crescer o máximo possível, incluindo desempenho desportivo, dimensão social, audiovisual, infraestruturas e condições de transmissão.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, classificou a decisão como um momento histórico, após a aprovação da distribuição da centralização. A votação decorreu na sede da Liga, no Porto, com 33 sociedades desportivas presentes. A proposta partiu da Liga Centralização.

O líder da LPFP destacou o papel das sociedades desportivas e elogiou a postura responsável durante a assembleia, que foi realizada com votação secreta. Três clubes da Liga e quatro da Liga 2 votaram contra a proposta.

Reinaldo Teixeira齢enfatizou que o Nacional apresentou uma solução considerada correta, transparente e sincera, tendo interessado-se pelo debate há quatro meses. O presidente do Nacional participou na reunião, embora não tenha sido divulgado o peso do seu apoio.

A chave de distribuição: princípios e prazo

A distribuição entra em vigor num ciclo inicial de cinco anos, a partir da época 2028/29, com o objetivo de aumentar a consistência e a sustentabilidade económica. A diferença entre o clube que mais recebe e o que menos recebe deve reduzir-se significativamente.

Fica ainda por apurar o montante global a distribuir, visto que negociações com operadores nacionais e internacionais continuam em curso. O objetivo é equilibrar receitas entre a I Liga e a II Liga, mantendo o dinamismo financeiro do futebol português.

Estrutura e critérios de repartição

A centralização prevê que 90% dos valores vão para os clubes da I Liga, e 10% para a II Liga. Cinco critérios compõem a distribuição principal, destacando-se 57,5% pela posição final no campeonato e pelo histórico de classificações.

Os restantes critérios incluem, em partes iguais, as assistências médias, as audiências televisivas e a qualidade das condições de transmissão. A distribuição contempla também aspetos como infraestrutura e condições para a imprensa.

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