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Mundial 2026: irmãos em seleções diferentes contam histórias

Quatro pares de irmãos disputam o Mundial 2026 por países distintos; apenas Jérôme e Prince Boateng já se defrontaram num Mundial

Marcus Thuram e Guéla Doué no recente França-Costa do Marfim
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  • Quatro pares de irmãos vão disputar o Mundial de 2026, em Canadá, México e Estados Unidos, com laços de sangue entre si.
  • Désiré Doué joga pela França e Guéla Doué pela Costa do Marfim.
  • Iñaki Williams representa a Espanha e Nico Williams escolheu Gana.
  • Derrick Luckassen integra a seleção dos Países Baixos ao lado do meio-irmão Brian Brobbey; Harry Souttar defende a Austrália e John Souttar joga pela Escócia.
  • Jérôme Boateng e Kevin-Prince Boateng foram o único caso de irmãos a defrontarem-se num Mundial, Alemanha contra Gana, em edições anteriores.

Quatro pares de irmãos vão cruzar-se no Mundial 2026, cada um a representar uma nação diferente. O fenómeno mostra como a migração molda o futebol global, abrindo caminhos para jogadores com laços de sangue que se encontram nos estádios do Canadá, México e Estados Unidos. Entre encontros de família, apenas Jérôme e Prince Boateng já se enfrentaram em Mundiais.

Désiré Doué e Guéla Doué, ambos de Angers, representam seleções distintas: Désiré pela França e Guéla pela Costa do Marfim. O pai é marfinense, o que permite aos irmãos optar por caminhos diferentes no palco mundial. A dupla integra um conjunto de casos em que laços de sangue não definem o destino desportivo em comum.

Frenesi de irmãos na Europa e África

Iñaki Williams e Nico Williams, de origem basca, nasceram na Espanha e podem alinhar pela seleção espanhola ou, no caso de Nico, manter vínculo com o Gana. O mais velho, Iñaki, já recebeu convites da seleção ganesa, mas manteve opção pela Espanha em jogos amigáveis, abrindo a possibilidade de escolhas no Mundial 2026.

Derrick Luckassen, defesa holandês de 30 anos, foi convocado de última hora, juntando-se ao meio-irmão Brian Brobbey, avançado dos Países Baixos. Brobbey, 24, chega ao Mundial após boa fase na Premier League, ao serviço do Sunderland.

Outro caso de dupla parental é Harry Souttar, defesa-central da Austrália de 27 anos, que tem como irmão mais velho John Souttar, dois anos mais velho, que defenderá a Escócia. Ambos nasceram em Aberdeen, região natal dos dois, com a mãe australiana.

Conflito de gerações e amizades

Na semana anterior, em Nantes, Désiré esteve na bancada quando Guéla marcou o golo da vitória da Costa do Marfim sobre a França, por 2-1, em amigável de preparação. O irmão mais novo definiu o tom do encontro, que acabou por ficar marcado pela relação de apoio entre eles.

Os irmãos angolanos, franceses e espanhóis, entre outros, nasceram no espaço europeu, mas as origens africanas mantêm-se vivas nos clubes e nas federações. A expansão da diáspora tem permitido que seleções africanas tenham mais jogadores nascidos na Europa, reforçando as suas formações para o campeonato mundial.

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