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Liga vota centralização dos direitos de TV; aprende com erros europeus

Liga vota centralizar direitos TV; estudo aponta custos para adeptos e riscos de fragmentação, destacando necessidade de estratégia de preço e distribuição

Transmissão de jogo de futebol captada por câmaras de TV
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  • A Liga Portugal vai realizar uma Assembleia Geral extraordinária para deliberar a chave de repartição de receitas da centralização dos direitos audiovisuais dos jogos da I Liga, prevista para 2028/29.
  • O estudo “O Preço do Futebol na TV” indica que, na Europa, ver futebol pode custar até cento e vinte e cinco euros por mês.
  • Em Portugal, o custo estimado para acompanhar a I Liga e competições europeias varia entre quarenta e cinco e setenta euros mensais, consoante o operador e o plano.
  • A principal conclusão é que a centralização pode fortalecer a posição da Liga, desde que venha acompanhada de uma estratégia clara de produto, distribuição e preço para o adepto.
  • França e Bélgica são apontados como avisos: contratos elevados podem tornar-se frágeis sem escala, distribuição ou solidez financeira.

A Liga Portugal deliberou esta segunda-feira, em Assembleia Geral extraordinária, a repartição das receitas da centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional. O estudo do Futebol e Negócios também foi apresentado, com dados para orientar a futura centralização prevista para 2028/29.

O que está em debate envolve quem recebe o dinheiro proveniente da centralização e como será estruturado o modelo de repartição entre clubes. A decisão pode influenciar o financiamento das competições nacionais e europeias.

Segundo o relatório, ver futebol na Europa pode custar até 125 euros por mês em alguns mercados. Em Portugal, acompanhar a Liga e competições europeias pode custar entre 45 e 70 euros mensais, dependendo do operador e do plano.

A principal conclusão é que a centralização pode reforçar a posição comercial da Liga, desde que haja uma estratégia clara de produto, distribuição, alcance e preço para o adepto. Ageda participação será crucial para o sucesso.

O estudo aponta casos de França e Bélgica como advertência: contratos elevados podem tornar-se frágeis sem escala, distribuição ou solidez financeira suficiente. Esses exemplos servem de referência para Portugal.

O relatório afirma que o futebol português chega tarde à centralização, mas que essa posição pode permitir aprender com erros europeus antes de implementar o modelo. A centralização, se bem gerida, pode exigir ajustes progressivos.

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