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Marítimo pretende cumprir orientação da LPFP sobre direitos audiovisuais

Marítimo vai seguir a orientação da LPFP na AG sobre a repartição dos direitos audiovisuais das ligas Betclic e 2.ª Liga, defendendo o futebol português

Carlos André Gomes
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  • O presidente do Marítimo afirmou que o clube vai respeitar a orientação da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na Assembleia Geral sobre a repartição dos direitos audiovisuais da Liga Betclic e da Liga 2.ª.
  • O Marítimo integra a direção da Liga Centralização, que discute os direitos audiovisuais das competições profissionais de futebol e pretende construir algo positivo para o futebol português.
  • A AG extraordinária ocorre na segunda-feira, às 10h, no auditório da sede da LPFP, no Porto, para avançar com a centralização dos direitos de transmissão a partir da época 2028/29.
  • O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, ameaçou ação judicial caso a proposta alternativa do Nacional para a centralização seja aprovada; o Nacional defende maior equilíbrio entre clubes, a LPFP prioriza a dimensão mediática.
  • O Marítimo indicou que já colaborou com o Nacional na elaboração de uma chave de repartição alternativa para transmitir alguma estabilidade ao futebol português.

O Marítimo afirmou que vai acompanhar a orientação da LPFP na Assembleia Geral de votação da repartição dos direitos audiovisuais das ligas Betclic e 2.ª Liga. O clube integra a direção da Liga Centralização, que discute a matéria em conformidade com o Decreto-Lei 22-B/2021, de 22 de março, com o objetivo de construir uma solução para o futebol português.

O presidente Carlos André Gomes reforçou que o clube defenderá, na AG, o modelo que melhor garantirá o equilíbrio financeiro e a sustentabilidade do futebol nacional. O comentário ocorreu à margem de celebrações do centenário da conquista do Campeonato de Portugal (1925/26), no Estádio do Marítimo, no Funchal.

O dirigente comentou ainda as declarações de André Villas-Boas, presidente do FC Porto, sobre a possibilidade de ações judiciais caso seja aprovada uma proposta alternativa do Nacional de centralização dos direitos. O Marítimo tem mantido contacto com o Nacional para explorar uma chave de repartição que traga estabilidade ao setor.

Contexto e posição do Marítimo

Carlos André Gomes mencionou que a crítica do FC Porto é compreensível dentro da defesa dos próprios interesses, mas que o modelo apresentado pelo Nacional pode trazer benefício ao conjunto. O Marítimo já participou na elaboração de uma proposta alternativa para a distribuição de receitas.

Próximo passo na AG

A AG extraordinária está marcada para segunda-feira, às 10:00, no auditório da sede da LPFP, no Porto. O objetivo é avançar com a centralização dos direitos de transmissão para os dois escalões, com janela de aplicação a partir da época 2028/29.

Contexto recente

No mês passado, 17 de abril, a maioria dos clubes aprovou a proposta da LPFP para o processo de venda no mercado doméstico, com Benfica a votar contra e Nacional a abster-se. A discussão continua a girar em torno de modelos que promovam equilíbrio competitivo e maior previsibilidade de receitas para os clubes.

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