- O selecionador Roberto Martínez revelou a última conversa que teve com o pai e o desejo de ganhar o Campeonato do Mundo.
- Destacou a necessidade de humildade e dos valores do povo português, elogiando o apoio dos adeptos na Liga das Nações.
- Garantiu que, no Mundial, a equipa precisa de convívio para desligar e que a parte psicológica é crucial para o desempenho dos jogadores.
- Defendeu que as famílias devem poder estar mais tempo com os jogadores durante o Mundial e explicou a importância do contexto familiar.
- Referiu que, além de Diogo Jota, há uma ligação emocional com o país e que pretende ser lembrado como alguém que teve um compromisso total com Portugal.
Roberto Martínez, selecionador nacional, concedeu uma entrevista à SIC em que recorda a última conversa que teve com o pai antes dele falecer. O tema central é o sonho de vencer o Campeonato do Mundo e o desejo de ser lembrado pelo compromisso com Portugal.
O técnico descreve a motivação da equipa para alcançar um Mundial, sublinhando a importância da humildade e dos valores do povo português. Enunciou ainda a necessidade de equilíbrio entre o desempenho e o convívio da equipa para manter o foco.
Martínez explicou a gestão psicológica dos jogadores e a importância de perceber o estado emocional de cada atleta. Reforçou que o desempenho em campo depende, em grande medida, do bem-estar das pessoas que vestem a camisola.
Planeamento, família e tradições
O selecionador admitiu facilitar o regresso às famílias durante o Mundial, defendendo que o contexto familiar deve existir para além dos períodos de competição. Revelou também hábitos ligados à família e rituais com o pai antes dos jogos.
Sobre o ritmo da preparação, referiu a necessidade de gerir fuso, clima e relvas distintas, destacando a adaptação a situações adversas, como partidas disputadas em estádios com condições variáveis. Disse ainda que a equipa analisa o jogo de várias perspetivas.
Martínez comentou o papel de Diogo Jota na equipa, descrevendo a forma como a presença do jogador inspira o grupo. Assentou que a vida pessoal em Portugal tem sido positiva, com as suas filhas e esposa a manterem ligações ao país.
O treinador também partilhou hábitos pessoais, como a música que o acompanha, o gosto pela cozinha tradicional e o prazer de cantar no duche. Revelou que o sonho de vencer o Mundial envolve celebrações com o povo português.
Por fim, o selecionador indicou como gostaria de ser lembrado: pela dedicação total ao serviço de Portugal e pela forma como as decisões durante o Mundial contribuíram para uma memória histórica do país.
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