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Afonso Eulálio rejeita comparações com João Almeida

Afonso Eulálio rejeita comparações com João Almeida, destaca a camisola branca conquistada e fica em sexto na Giro d'Italia, referindo pressão e recuperação

Eulálio conquistou a camisola branca tal como Almeida
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  • Afonso Eulálio rejeitou comparações com João Almeida, dizendo que o João é um dos melhores ciclistas de sempre e que não há comparação entre ambos.
  • O ciclista da Bahrain Victorious destacou ter vestida a camisola rosa na Volta a Itália e recordou a experiência, embora tenha afirmado que preferia estar no pódio, com a camisola rosa ou a camisola branca.
  • Eulálio explicou que as obrigações protocolares e a pressão de estar na liderança atrasavam-no na rotina, por vezes levando a jantares tardios e menos recuperação.
  • O figueirense de 24 anos admitiu que, apesar de ter estado em amarelo na Volta a Portugal de 2024, nunca imaginou liderar o Giro e conquistar a camisola branca, destacando o salto para o WorldTour.
  • O piloto português destacou a dificuldade de o pelotão nacional se afirmar no cenário internacional devido a um calendário fortemente centrado em Portugal, o que reduz a visibilidade global.

Afonso Eulálio rejeitou as comparações com João Almeida, afirmando que o João é um dos melhores ciclistas de sempre e que não há comparação entre os dois. A afirmação surgiu durante uma videoconferência, recordando os dias em que vestiu a camisola rosa na Volta a Itália e agora conquistou a camisola branca de melhor jovem.

O ciclista da Bahrain Victorious terminou na sexta posição do Giro d’Italia e destacou que o feito se distingue das conquistas de Almeida, que foi vice-campeão da Vuelta 2025 e conseguiu o pódio final na edição de 2023 da Volta a Itália. Eulálio já tinha vestido a rosa em 2023, quando ganhou também a camisola branca nessa mesma edição.

No relato feito à agência Lusa, o português explicou que as obrigações protocolares do Giro, com pódios diários e controlo antidopagem, atrasavam-no na rendição diária, às vezes dificultando a recuperação e o convívio com a equipa, sobretudo após as etapas mais exigentes. Relembrou também que, no pós-corrida, as rotinas podiam envolver jantares tardios e despachos de controlo de dopagem, o que o deixava mais pressionado mentalmente.

Calendário e oportunidades

Eulálio admitiu ter sido difícil para o pelotão português ascender ao WorldTour por falta de uma montra competitiva fora de Portugal, destacando que as saídas ao estrangeiro da equipa em anos recentes foram cruciais para a sua visibilidade. Fez notar que as participações em provas internacionais sem grande exposição ajudam a abrir portas, mas que o calendário nacional acaba por limitar as oportunidades de ascensão. Reforçou que o salto para equipas de maior expressão depende de mais corridas fora de Portugal e de maior visibilidade internacional. Estas perspetivas surgem após a experiência de o ciclista ter liderado em território italiano e ter revelado um caminho possível para o futuro no ciclismo profissional.

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