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Carlos Godinho recorda décadas e rejeita pressão de agentes na Seleção

Carlos Godinho afirma que as condições criadas pela Federação Portuguesa de Futebol ao longo de décadas impulsionaram as seleções, e rejeita pressão de agentes nas convocatórias

Carlos Godinho
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  • Carlos Godinho recorda quase cinqüenta anos na FPF e afirma que não houve pressão de clubes ou agentes para convocar jogadores, mantendo as decisões dos selecionadores.
  • A aposta da FPF começou em 1984, com formação e apoio aos escalões jovens, evoluindo para apoiar as seleções profissionais e facilitar o sucesso em Europeus e Mundiais.
  • O Europeu de 1996 marcou a primeira presença após o desenvolvimento, e desde então Portugal nunca falhou numa fase final de Europeus; 2004 e 2016 ficaram entre as memórias importantes, com a Liga das Nações a partir de 2019 (repetida em 2025).
  • Godinho destaca o Euro 2016, em França, como o momento mais importante, lembra a final de Euro 2004 e a meia-final do Mundial de 2006 como episódios de aprendizagem, reconhecendo a evolução das condições de apoio às seleções.
  • Sobre a Copa do Mundo de 2026, aponta que a equipa participa no Grupo K, com reedição de horários de jogos em Houston e Miami, começando a 17 de junho frente à República Democrática do Congo, e termina a 27 de junho frente à Colômbia.

O antigo director das selecções da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Carlos Godinho, defendeu esta terça-feira que a aposta no desenvolvimento das estruturas da seleção foi determinante para o sucesso anterior, rejeitando qualquer influência de agentes nas escolhas dos treinadores.

Godinho entrou na FPF em 1974 e passou a trabalhar com as seleções nacionais em 1984, integrando a equipa da seleção principal em 1991. O ciclo de 50 anos na instituição terminou em 2024, com foco em criar condições estáveis para as camadas jovem e adulta.

O responsável relembrou o início do projeto de formação em 1984, que visava colocar os jogadores e treinadores em condições de competir em fases finais. A aposta baseou-se em programas para os escalões jovens e na organização interna da FPF para apoiar as seleções.

Desenvolvimento e resultados

Segundo Godinho, o objetivo era chegar a grandes torneios com meios adequados, o que levou a melhorias estruturais e, posteriormente, a resultados relevantes. O sub-20 tornou-se destaque, com títulos mundiais em 1989 e 1991, refletindo o sucesso da aposta.

O antigo responsável salientou que, a partir de 1996, com a participação no Europeu na Inglaterra, Portugal consolidou a presença em fases finais de Europeus. A partir daí, o foco expandiu-se para Campeonatos do Mundo, com melhorias que garantiram presença contínua.

Godinho destacou a conquista do Euro 2016 como o momento mais marcante, embora tenha ressaltado a final de 2004, organizada por Portugal, como fase memorável. Relativamente a 2006 e ao Mundial de 2006, apontou constrangimentos históricos, sem atribuir culpa a estruturas atuais.

Ao falar sobre influências externas, o ex-dirigente mencionou que clubes e agentes costumam defender os seus atletas para beneficiar condições financeiras, mas negou qualquer prática de favorecimento de convocatórias por parte de treinadores.

O dirigente reiterou que, na visão dele, não há evidência de pressões diretas de empresários para que um selecionador convoque determinados jogadores. A convocação, segundo ele, resulta de decisões técnicas com foco no objetivo de vencer.

Mundial 2026 e próximos passos

Portugal integrou o Grupo K no Mundial 2026, com estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston. A segunda partida ocorre a 23 de junho, diante do Uzbequistão, na mesma cidade. O grupo encerra a 27 de junho, frente à Colômbia, em Miami.

O Mundial 2026 está programado para decorrer entre 11 de junho e 19 de julho, em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

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