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Boavista SAD apresenta plano de recuperação ao tribunal para travar liquidação

Boavista SAD entrega novo plano de recuperação em tribunal para travar liquidação, reduzir atividade ao mínimo indispensável e apostar na equipa de sub-19

Boavista
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  • A Boavista SAD vai entregar um novo plano de recuperação no tribunal para evitar a liquidação da sociedade.
  • O documento prevê reduzir a atividade desportiva ao mínimo indispensável e apostar na equipa de sub‑19 para a época 2026/27.
  • O administrador de insolvência compromete apresentar o novo plano até 15 de junho e pretende a sua aprovação até 31 de julho, para iniciar negociações com credores.
  • A despromovação à II Liga e a liquidação foram decretadas após a recusa de levar o plano a votação, com o tribunal a manter o leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo, marcado a terminar em 9 de junho.
  • Observa‑se uma possível reaproximação entre a administração da SAD e o clube, considerada relevante para a estabilidade futura, com o investidor Gérard Lopez ainda interessado na recuperação.

A Boavista SAD apresentou esta sexta-feira em tribunal um requerimento para entregar novo plano de recuperação, após a despromoção para a II Liga. A instituição compromete-se a reduzir a atividade desportiva ao mínimo indispensável, com aposta na equipa de sub-19 para 2026/27. O prazo é até 15 de junho.

O administrador de insolvência, Reinaldo Mâncio da Costa, explica que a solução visa assegurar uma continuidade mínima da SAD, face à complexidade do processo. O foco passa pela contenção de custos e pela manutenção de operações essenciais.

A fonte ligada ao processo indica ainda que pode existir uma aproximação entre os administradores de insolvência e o clube, o que é visto como relevante para a estabilidade futura dos azuis e brancos. Trata-se de sinal de cooperação institucional.

Contexto recente

Em 12 de maio, o tribunal decretou a liquidação da sociedade após o administrador ter rejeitado levar o plano de recuperação a votação, por receio de rejeição pelos credores. A Boavista SAD viu a decisão manter-se apesar de negociações em curso.

Na altura, surgiram comentários de que eventuais novos investidores poderiam reverter a decisão até ao final de maio, mantendo o interesse do acionista maioritário, Gérard López, na salvação do clube. Os ativos principais encontraram impedimentos de inscrição.

A liquidação ocorreu quase simultaneamente ao indeferimento do pedido de impugnação do leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo, avaliados em 37,9 milhões de euros. O leilão mantém-se, com novas regras, até 9 de junho.

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